quarta-feira, 21 de setembro de 2011

PEA

POPULAÇAO ECONOMICAMENTE ATIVA ( PEA)
Todo país, seja subdesenvolvido ou desenvolvido, possui uma população economicamente ativa, essa parcela do contingente populacional representa todas as pessoas que trabalham ou que estão procurando emprego, são essas que produzem para o país e que integram o sistema produtivo. A população de idade ativa é dividia em: população economicamente ativa e não-economicamente ativa ou mesmo inativa.

No caso especifico do Brasil, a população ativa soma aproximadamente 79 milhões de pessoas ou 46,7%, índice muito baixo, uma vez que o restante da população, cerca de 53,3%, fica à mercê do sustento dos economicamente ativos. Em diversos países o índice é superior, aproximadamente 75% atuam no setor produtivo.

No Brasil, os homens representam 58% e as mulheres 42% daqueles que desenvolvem atividades em distintos setores da economia.

Atualmente, o Brasil vem atravessando muitas evoluções nos diversos setores da economia. A partir da década de 40, quando teve início de forma tardia o processo de industrialização, houve um acelerado crescimento urbano provocado pela mecanização do campo, fato que ocasionou a perda de postos de trabalho nesse setor, promovendo um enorme fluxo de trabalhadores para os centros urbanos, dando origem ao fenômeno conhecido como êxodo rural. Todo esse fluxo desencadeou uma diminuição de trabalhadores inseridos no setor primário.

O setor secundário, por outro lado, teve um grande crescimento devido os fatores anteriormente citados, essa crescente perdurou até os anos 80, logo apresentou uma queda proveniente das crises econômicas que assolou o país nesse período, a modernização desse setor retira muitos postos de trabalho.

O setor terciário brasileiro é o que mais cresce recentemente, as causas desse aumento são a urbanização do país e as necessidades das grandes cidades que impulsionam o mercado de prestação de serviços. Esse setor tem oferecido muitas oportunidades de trabalho, desde mão-de-obra especializada até de baixa qualificação
A População Economicamente Ativa e a Distribuição de Renda no Brasilª
O Brasil apresenta um dos piores índices de distribuição de renda do mundo. Isso se deve ao processo inflacionário de preços. Os reajustes nunca foram totalmente repassados aos salários.
No Sistema Tributário Brasileiro, a carga de impostos indiretos, que não distingue a faixa de renda, chega a 50% da arrecadação.
Sucessivos governos agravam o processo de concentração de renda ao aplicar seus recursos em beneficio de setores ou atividades privadas, em detrimento dos investimentos públicos em educação, saúde, transporte coletivo, habitação, saneamento e laser.
Em 1994, com a implantação do Plano Real e o controle da inflação, houve uma melhora na distribuição da renda nacional, com ganhos expressivos para a população de baixa renda.
20,6% da população economicamente ativa trabalha em atividades agrícolas, o que retrata o atraso de parte da agricultura brasileira. Na maior parte do pais a agricultura é praticada na forma tradicional e ocupa muita mão-de-obra.
O país possui um grande parque industrial, comparado ao de países desenvolvidos. No entanto, esse dado, isoladamente, não reflete a produtividade do trabalhador e o grau de desenvolvimento tecnológico do parque industrial.
As atividades terciárias, num país subdesenvolvido são os setores que apresentam mais problemas, por englobar os maiores níveis de subdesenvolvimento. Mesmo no setor formal de serviços as condições de trabalho e níveis de renda são muito contrastantes.
A inserção da mão-de-obra feminina no mercado de trabalho, no Brasil, está ligada à perda do poder aquisitivo dos salários e a crescente necessidade de que a mulher trabalhe para complementar a renda familiar.
Essa situação permite que parte dos empresários prefira mão-de-obra feminina. As mulheres, por necessidade de trabalhar, sujeitam-se a salários menores do que os dos homens, mesmo quando exercem função idêntica e na mesma empresa.
ECONOMIA INFORMAL NO BRASIL
Pode ser um camelô, um webdesigner, uma manicure ou uma professora particular de línguas. Boa parte dos trabalhadores com esses perfis estão na chamada economia informal. No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), eram 10,3 milhões de empresas informais urbanas em 2003, movimentando R$ 17 bilhões. O número representa mais da metade das micro empresas do País.
Para o IBGE, empresa informal é aquela que não tem contas claramente separadas das contas da família, mesmo que tenha Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Autônomos estão nessa categoria, mas quem trabalha sem carteira assinada para uma empresa formal não entra nessa estatística.
O TRABALHO INFANTIL NO BRASIL
O trabalho infantil no Brasil ainda é um grande problema social. Milhares de crianças ainda deixam de ir à escola e ter seus direitos preservados, e trabalham desde a mais tenra idade na lavoura, campo, fábrica ou casas de família, muitos deles sem receber remuneração alguma. Hoje em dia, em torno de 4,8 milhões de crianças de adolescentes entre 5 e 17 anos estão trabalhando no Brasil, segundo PNAD 2007. Desse total, 1,2 milhão estão na faixa entre 5 e 13 anos.
Apesar de no Brasil, o trabalho infantil ser considerado ilegal para crianças e adolescentes entre 5 e 13 anos, a realidade continua sendo outra. Para adolescentes entre 14 e 15 anos, o trabalho é legal desde que na condição de aprendiz
Perfil do trabalho infantil no Brasil
Como já era de se esperar, o trabalho infantil ainda é predominantemente agrícola. Cerca de 36,5% das crianças estão em granjas, sítios e fazendas, 24,5% em lojas e fábricas. No Nordeste, 46,5% aparecem trabalhando em fazendas e sítios.

A Constituição Brasileira é clara: menores de 16 anos são proibidos de trabalhar, exceto como aprendizes e somente a partir dos 14. Não é o que vemos na televisão. Há dois pesos e duas medidas. Achamos um absurdo ver a exploração de crianças trabalhando nas lavouras de cana, carvoarias, quebrando pedras, deixando sequelas nessas vítimas indefesas, mas costumamos aplaudir crianças e bebês que tornam-se estrelas mirins em novelas, apresentações e comerciais.
A UNICEF declarou no Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil (12 de junho) que os esforços para acabar com o trabalho infantil não serão bem sucedidos sem um trabalho conjunto para combater o tráfico de crianças e mulheres no interior dos países e entre fronteiras. No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, a UNICEF disse/referiu com base em estimativas que o tráfico de Seres humanos começa a aproximar-se do tráfico ilícito de armas e drogas.
Longe de casa ou num país estrangeiro, as crianças traficadas – desorientadas, sem documentos e excluídas de um ambiente que as proteja minimamente – podem ser obrigadas a entrar na prostituição, na servidão doméstica, no casamento precoce e contra a sua vontade, ou em trabalhos perigosos.
Embora não haja dados precisos sobre o tráfico de crianças, estima-se que haverá cerca de 1.2 milhões de crianças traficadas por ano.

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Prof. XiKo

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