GRÉCIA ANTIGA
Nosso mundo de hoje tem muito a ver com os gregos antigos. Herdamos dos gregos, por exemplo, os conceitos de cidadania e democracia. Eles foram os criadores dos jogos olímpicos, da filosofia, dos fundamentos da ciência e do teatro. Dos povos da Antigüidade, foram os gregos que tiveram maior influência na formação da civilização ocidental.
A Grécia localiza-se na península Balcânica é formada por regiões montanhosas, de relevo acidentado, o que influenciou política e economicamente a vida dos antigos gregos. A sua posição geográfica favoreceu a ligação entre a Europa e o Oriente Próximo. As poucas planícies férteis dificultaram o desenvolvimento da agricultura, porém, o litoral recortado e extenso facilitou o desenvolvimento do comércio marítimo.
A península Balcânica era habitada por grupos de pastores seminômades, os pelágios ou pelasgos. Por volta do ano 2000 a.C., começou a ser ocupada por povos indo-europeus, vindos das planícies euro-asiáticas. Os primeiros foram os aqueus, depois os jônios, os eólios e dórios.
O surgimento da pólis:
Com a desagregação dos genos, começaram a se formar as cidades-estados (as pólis). Os genos uniram-se, formando as frátrias, que se agruparam dando origem às tribos.
Em geral, as cidades-estados eram construídas nos lugares mais altos da região, tendo em seu centro a Acrópole, refúgio e santuário rodeado de muralhas.
Sua economia era auto-suficiente e cada cidade-estado era governada por um rei, o basileus, auxiliado por um conselho formado por representantes da aristocracia e uma assembléia popular composta pelos cidadãos, aqueles que tinham direitos políticos.
As principais cidades-estados foram Atenas, Esparta, Tebas, Corinto, Argos, Olímpia, Mégara e Mileto.
Apesar da autonomia das pólis, as cidades gregas mantinham certa unidade, baseada na língua, na religião e nas festas esportivas. Dentre as festas esportivas, destacam-se as Olimpíadas, realizadas a cada quatro anos, sendo proibidas as guerras entre as pólis durante sua realização, como homenagem ao deus Zeus.
Colonização Grega
A concentração do poder territorial nas mãos de poucos e a desigualdade social fez com que milhares de gregos, durante os séculos VII e VI a.C., fundassem colônias nas costas dos mares Mediterrâneo, Egeu e Negro.
Embora, as colônias gregas fossem independentes de suas cidades-estados de origem, mantinham com elas ligações comerciais e religiosas.
As principais colônias eram Bizâncio, Tarento, Síbaris, Crotona, Nápoles, Cuma, Siracusa, Agrigento, Nice, Marselha e Málaga.
Período Clássico (século VI ao IV a.C.)
Foi um período de grandes transformações, economicamente e culturalmente. Porém, de prolongadas guerras, como as Guerras Médicas (492-479 a.C.), e a Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.).
Guerras Médicas (ou greco-persas): o rei persa Dario e depois seu filho Xerxes tentaram conquistar as cidades gregas, mas enfrentaram dura resistência, sendo derrotados. Principais batalhas: Maratona (490 a.C.), Salamina (480 a.C.) e Platéia (479 a.C.).
Por causa do seu destaque na guerra contra os persas, Atenas tornou-se a mais importante cidade grega. Fundou a Liga de Delos, para proteger a Grécia contra possíveis ataques externos. Com o tempo, transformou-se no centro de um grande império comercial e marítimo. Muitas cidades começaram a se revoltar contra o imperialismo ateniense, entre elas a líder Esparta.
Guerra do Peloponeso: a luta entre Esparta e Atenas foi causada por diferenças de regime político, de economia, de tipo de força militar e de cultura.
Esparta fundou a Liga do Peloponeso e liderou um conjunto de cidades contra o domínio de Atenas. Depois de 27 anos de luta, Atenas foi derrotada e submeteu-se a Esparta. A vitória de Esparta significou a manutenção da fragmentação política da Grécia, e o domínio dessa cidade sobre o mundo grego por 30 anos.
Sob a liderança de Tebas, diversas cidades gregas revoltaram-se contra Esparta. Depois de vencer os espartanos, Tebas manteve a hegemonia entre os gregos de 371 a 362 a.C.
Período Helenístico (século IV ao I a.C.)
Aproveitando a decadência dos gregos, o rei Filipe da Macedônia conquistou a Grécia, na Batalha de Queronéia (338 a.C.).
Com a morte de Filipe, seu filho Alexandre assumiu o trono e deu prosseguimento à expansão militar dos macedônios.
Com a fusão entre a cultura oriental e a cultura grega, provocada pela política expansionista de Alexandre Magno, duas importantes filosofias surgiram nesta época: o estoicismo de Zenon, que pregava a resignação do homem frente a seu destino e a igualdade entre os seres humanos.
A outra corrente filosófica era o epicurismo, que valorizava o prazer intelectual e a serenidade da alma, estado que o homem atingia ao perder o medo do sobrenatural.
A ciência desenvolveu-se na astronomia, matemática e medicina.
Aristarco de Samos deduziu que a Terra e os outros planetas giram em torno do Sol.
Hiparco elaborou o mapa do céu mais perfeito da Antigüidade.
Euclides avançou na geometria.
Arquimedes foi um notável matemático.
Herófilo dissecava cadáveres e elaborou uma descrição minuciosa do cérebro.
Arte
No período helenístico, a arte preocupava-se com o luxo, a grandiosidade e dramaticidade. Na arquitetura, os exemplos mais evidentes destas preocupações eram o Colosso de Rodes e o Farol de Alexandria.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Prof. Xiko História
GRÉCIA ANTIGA
História da Grécia Antiga
ESQUEMA - RESUMO
- Povoamento da Grécia:
2000 AC: pastores e agricultores ocuparam a Península do Peloponeso
Geografia: Terreno Montanhoso
- dificultou o contato entre as cidades
- formação de cidades-estados (pólis)
- muitas ilhas: favoreceu o comércio marítimo e portos
Atenas: o berço da democracia
- democracia: governo do povo
- as assembléias
- cidadãos: homens, nascidos na cidade, adultos e livres
- Escravidão: dívidas e guerras
- Atenas: desenvolvimento artístico, filosófico e cultural
Esparta: a cidade guerreira
- formação de soldados para a guerra
- educação militar
- soldados: falar pouco
- mulher: deveria ser uma “boa reprodutora”
Religião Grega
- Politeísta : Zeus (deus dos deuses) / Poseidon (deus dos mares) / Hades (deus dos mortos) / Ares (deus da guerra) Afrodite ( deusa do amor)
- deuses: aparência e comportamento de humanos
Mitologia Grega
- explicações e transmissão de mensagens
Arte Grega :
- imitação da realidade (esculturas e teatro grego )
A origem das Olimpíadas na Grécia
- homenagem a Zeus
- esportes ao ar livre
História da Grécia Antiga
ESQUEMA - RESUMO
- Povoamento da Grécia:
2000 AC: pastores e agricultores ocuparam a Península do Peloponeso
Geografia: Terreno Montanhoso
- dificultou o contato entre as cidades
- formação de cidades-estados (pólis)
- muitas ilhas: favoreceu o comércio marítimo e portos
Atenas: o berço da democracia
- democracia: governo do povo
- as assembléias
- cidadãos: homens, nascidos na cidade, adultos e livres
- Escravidão: dívidas e guerras
- Atenas: desenvolvimento artístico, filosófico e cultural
Esparta: a cidade guerreira
- formação de soldados para a guerra
- educação militar
- soldados: falar pouco
- mulher: deveria ser uma “boa reprodutora”
Religião Grega
- Politeísta : Zeus (deus dos deuses) / Poseidon (deus dos mares) / Hades (deus dos mortos) / Ares (deus da guerra) Afrodite ( deusa do amor)
- deuses: aparência e comportamento de humanos
Mitologia Grega
- explicações e transmissão de mensagens
Arte Grega :
- imitação da realidade (esculturas e teatro grego )
A origem das Olimpíadas na Grécia
- homenagem a Zeus
- esportes ao ar livre
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Já somos 61,2 milhões de brasileiros na internet
Já somos 61,2 milhões de brasileiros na internet, segundo apurou o Ibope Nielsen Online em setembro. Em um ano, o instituto registrou um aumento de 14% no número de internautas que têm acesso à rede em casa ou no trabalho. Do total de internautas, 46,3 milhões foram usuários ativos em setembro.
Segundo o Ibope, 58 milhões de brasileiros têm computador com acesso à internet em casa. Há um ano eram 10 milhões a menos. Porém, a velocidade da conexão ainda é muito baixa. Quase 8 milhões desses usuários têm uma internet de, no máximo, 512 Kbps, 18 milhões de pessoas usam uma conexão entre 512 Kbps e 2 Mbps.
Apesar da baixa velocidade da banda larga, a quantidade de usuários que têm uma conexão residencial acima de 2 Mpbs cresceu de 5,2 milhões em 2010 (16,37%) para 11,3 milhões (30%).
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Segundo o Ibope, 58 milhões de brasileiros têm computador com acesso à internet em casa. Há um ano eram 10 milhões a menos. Porém, a velocidade da conexão ainda é muito baixa. Quase 8 milhões desses usuários têm uma internet de, no máximo, 512 Kbps, 18 milhões de pessoas usam uma conexão entre 512 Kbps e 2 Mbps.
Apesar da baixa velocidade da banda larga, a quantidade de usuários que têm uma conexão residencial acima de 2 Mpbs cresceu de 5,2 milhões em 2010 (16,37%) para 11,3 milhões (30%).
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Brinquedoteca
Alunos da segunda serie da professora Fernanda,da quarta serie da professora Solange,e da quinta serie da professora Simone,esta tarde visitam a escola de aplicação da federal.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Feira de Ciências da E.E.B. Prof. Anibal Nunes Pires
Acontece amanhã dia 28,a feira de ciências da E.E.B.Prof. Anibal Nunes Pires,pais e comunidade estão convidados a conhecer os trabalhos desenvolvidos por alunos e professores.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Literatura catarinense vai ganhar portal com mais de duas mil obras disponíveis de forma gratuita
Literatura catarinense vai ganhar portal com mais de duas mil obras disponíveis de forma gratuita
Projeto da UFSC terá acervo de 312 autores do Estado e será lançado na sexta-feira
Um portal que reúne um acervo digital sobre a literatura catarinense será lançado na próxima sexta-feira pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mais de duas mil obras de 312 autores do Estado estarão disponíveis para leitura e download gratuitamente.
Em quatro anos de pesquisa, o projeto envolveu a participação de 25 alunos de graduação e pós-graduação, integrantes do Núcleo de Pesquisa em Informática e Literatura (Nupill). O financiamento de R$400 mil veio de edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológic (CNPq).
— Além de obras digitalizadas, temos acervos e informações sobre obras e autores fornecidos pela Academia Catarinense de Letras, que nós digitalizamos — explica o coordenador e fundador do Nupill, Alckmar Luiz dos Santos.
O evento de lançamento do portal Portal Catarina ocorre a partir das 18h da próxima sexta-feira no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, durante o encerramento do Seminário em Literatura Digital, promovido pelo Nupill.
fonte:www.clicrbs.com.br
Projeto da UFSC terá acervo de 312 autores do Estado e será lançado na sexta-feira
Um portal que reúne um acervo digital sobre a literatura catarinense será lançado na próxima sexta-feira pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mais de duas mil obras de 312 autores do Estado estarão disponíveis para leitura e download gratuitamente.
Em quatro anos de pesquisa, o projeto envolveu a participação de 25 alunos de graduação e pós-graduação, integrantes do Núcleo de Pesquisa em Informática e Literatura (Nupill). O financiamento de R$400 mil veio de edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológic (CNPq).
— Além de obras digitalizadas, temos acervos e informações sobre obras e autores fornecidos pela Academia Catarinense de Letras, que nós digitalizamos — explica o coordenador e fundador do Nupill, Alckmar Luiz dos Santos.
O evento de lançamento do portal Portal Catarina ocorre a partir das 18h da próxima sexta-feira no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, durante o encerramento do Seminário em Literatura Digital, promovido pelo Nupill.
fonte:www.clicrbs.com.br
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.
O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.
O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.
A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.
Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?
O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.
Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.
Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.
Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.
Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).
Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).
O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.
Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.
O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.
O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.
1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói
AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.
EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.
A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.
O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.
Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa
Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira
ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.
O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.
O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.
A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.
Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?
O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.
Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.
Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.
Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.
Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).
Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).
O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.
Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.
O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.
O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.
1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói
AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.
EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.
A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.
O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.
Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa
Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira
ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.
O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.
O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.
A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.
Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?
O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.
Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.
Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.
Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.
Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).
Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).
O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.
Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.
O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.
O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.
1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói
AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.
EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.
A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.
O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.
Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa
Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira
ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.
O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.
O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.
A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.
Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?
O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.
Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.
Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.
Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.
Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).
Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).
O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.
Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.
O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.
O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.
1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói
AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.
EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.
A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.
O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.
Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa
Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira
Prof. Xiko
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.
O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.
O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.
A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.
Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?
O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.
Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.
Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.
Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.
Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).
Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).
O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.
Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.
O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.
O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.
1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói
AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.
EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.
A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.
O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.
Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa
Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira
ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.
O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.
O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.
A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.
Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?
O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.
Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.
Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.
Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.
Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).
Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).
O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.
Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.
O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.
O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.
1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói
AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.
EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.
A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.
O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.
Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa
Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira
ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.
O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.
O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.
A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.
Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?
O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.
Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.
Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.
Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.
Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).
Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).
O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.
Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.
O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.
O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.
1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói
AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.
EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.
A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.
O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.
Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa
Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira
ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.
O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.
O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.
A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.
Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?
O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.
Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.
Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.
Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.
Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).
Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).
O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.
Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.
O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.
O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.
1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói
AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.
EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.
A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.
O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.
Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa
Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira
Prof. Xiko
História do Candomblé
O candomblé e uma religião que teve origem na cidade de Ifé, na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubas. Seus deuses são os Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país: Essú, Ògun, Osossì, Osanyin, Obalúaye, Òsúmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Oba, Ewa, Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan.
O pai ou a mãe de santo é a autoridade máxima dentro do candomblé. Eles são escolhidos pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra. Os orixás os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas à religião, até que assumam o cargo para o qual estão destinadas. Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe de Santo se não acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto. São pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos Orixás para que cumpram seu destino.
Os Pais de Santo, normalmente, são donos de uma roça, ou seja, um lugar onde estão plantados todos os axés e no qual os Orixás são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barracões), que é o lugar em que são feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.
Hierarquicamente, existe, ainda, na roça um pai pequeno ou mãe pequena, que é o braço direito do Pai de Santo e é normalmente um filho ou filha da casa. Depois vem as Ekedes, são mulheres também escolhidas pelos Orixás para cuidar deles e ajudá-los. Embora seja considerada autoridade dentro da roça, não podem ser Yalorixás, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A seguir vem os Ogans, que tocam o atabaques e ajudam o Babalorixá nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto é, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que está encarregada de pintas os Yaôs (iniciantes que estão recolhidos para fazerem o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas que “rasparam o Santo”, ou melhor, rasparam a cabeça para um Santo a pedido deste.
Às vezes o Santo, ou Orixá, incorpora em determinadas pessoas, mas não necessidade que haja esta “incorporação” para que uma pessoa raspe o Santo. Se a pessoa deve ou não raspar o Santo só pode ser sabido com certeza através do jogo de búzios do Pai ou Mãe de Santo que, diga-se de passagem, são os únicos que podem jogar búzios.
O candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica em preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo.È necessária muita dedicação e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da religião. Seus preceitos são todos fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benefícios. Existe muita energia positiva no candomblé, e o seu culto pode trazer muita paz e felicidade.
Origem do Candomblé: Ifé
A antiga cidade de Ifé, ao sudoeste da atual Nigéria, deslumbrava desde o começo do século como capital religiosa e artística do território que cobria uma parte central da atual República do Daomé. É a fonte mística do poder e da legitimidade, o berço da consagração espiritual, e para onde voltaram os restos mortais e as insígnias de todos os reis iorubas.
A civilização de Ifé, ainda hoje, é pouco conhecida e apresenta uma criação artística variada do realismo, enquanto que a maioria da arte africana é abstrata. O material empregado na arte de Ifé espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os próprios africanistas. Ao lado das esculturas em pedra e terracota(argila modelada e cozida ao fogo) tradicionais na África, estão as esculturas em bronze e artefatos em perola.
Uma das artes mais conhecidas é a de Lajuwa, que segundo o povo de Ifé permaneceu no palácio real, mostrando os vestígios em terracota, antes de ter sido redescoberta. Lajuwa foi o camareiro de Oni (soberano do reino de Ifé ou Aquele que Possui). A atribuição dessa terracota a Lajuwa não é estabelecida de maneira segura, entretanto a escultura foi preservada e conservou uma superfície lisa, ainda que o nariz tenha sido quebrado.
A maior parte das descobertas das obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS: vastas extensões de terras situadas no coração da savana. Cada uma destas descobertas é consagrada a esta ou aquela divindade, entre elas:
- BOSQUETE SAGRADO DE OLOKUM: cobre uma superfície de 250 Há. Ao norte da saída da cidade de Ifé. É dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza.
- BOSQUETE SAGRADO D’IWINRIN: encerra numeroso tesouro artístico, testemunhado, na maior parte, uma arte extremamente realista e refinada. Uma delas é de um personagem com 1,60 m de altura, sentado num banco redondo, esculpido em quartzo e provido com um braço curvado para dentro em forma de anel. Apóia o braço em um tamborete retângulo com quatro pés, sendo ladeado por dois outros de igual tamanho natural, um dos quais tem na mão a extremidade de uma vestimenta cortada.
Supõe-se que o artista tenha manuseado a argila crua em separação. Depois de concluído foi seca ao sol e cozida numa imensa fogueira ao ar livre, obtendo uma terracota de cor uniforme.
- BOSQUTE SAGRADO OSONGONGO: os arqueólogos descobriram uma variedade de esculturas de argila cozida e a maior parte de uma mesa micácea. Entre elas está a cabeça da própria OSONGOGON, porém menos refinada do que a de LAJUWA.
Ao lado desta escultura, há numerosas outras representando personagens com deformações físicas, uma delas com elefantíase nos testículos (doença ligada intimamente ao espírito dos negros e à impotência sexual), objeto de tratamento com rituais especiais. Nos funerais, a liturgia era feita por um sacerdote da antiga sociedade ORO, tida aos “ocidentalizados” como forma monstruosa.
O principal achado e o vaso do ritual destes funerais, decorado em relevo. Revela certos ritos e insígnias religiosas de Ifé. Vêem-se com os efeitos: Edans (bastões de bronze, utilizados pelos membros da Sociedade OGBONIS na cerimônia secreta), um bastão de ritual com uma espécie de espiral saliente em ambos os lados, um tambor, um objeto com dois crânios na base, um machado e dois personagens sem cabeças.
- BOSQUESTE SAGRADOS DE ORE: possue abundantes esculturas de homens e animais. O grupo principal é constituído de duas estátuas humanas, a maior é chamada IDENA, o porteiro.
IDENA usa um colar de perolas (contas), diferente dos demais usados em estátuas de terracota. Na cintura ostenta um laço e tem as mãos entrelaçadas. A cabeleira não é esculpida, mas representada por pregos de ferro fincados, como acontece na arte de Ifé.
-BOSQUETE SAGRADO DE ORODI: encontra-se nele uma estátua de pedra com a cabeça e o corpo enfeitado com pregos, similares aos que ornam Idena. Tem na mão direita uma espada e na esquerda um abano. Está situada em Enshure, província do Ado Ekiti.
Criação do Reino de Ifé
O grande Deus Olodumaré enviou Osalufã (orixá) para que criasse o mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 dedos e um cmaleão. A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por ultimo, colocaria o camaleão para saber se estava firme.
Osalufã foi avisado para fazer uma oferenda ao Orixá Essú antes de sair para cumprir sua missão. Por ser um Orixá Funfun, Oxalufã se achava acima de todos e sendo assim, negligenciou a oferenda. Essú descontente , resolveu vingar-se de Osalufã, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo alternativa Osalufã furou com seu Apaasoro o tronco de uma palmeira. Um líquido refrescante dela escorreu, era o vinho de palma. Ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo.
Olodumaré, vendo que Osalufã, não cumpriu sua tarefa, enviou Odùdùwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Osalufã estava embriagado, Odùdùwa recebeu o direito de vir e criar o mundo. Após Odùdùwa cumprir sua tarefa, os outros deuses vêm se reunir a ele, descendo dos céus graças a uma corrente que ainda se podia ver, segundo a tradição, no BOSQUE DE OLOSE, até há alguns anos.
Apesar do erro cometido, uma nov chance foi dada a Osalufã: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigíveis, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.
Odùdùwa interveio novamente, anulou os monstros gerados Osalufã e criou os homens bonitos, sãos e vigorosos, que foram insuflados com vida por Olodumaré.
Esta situação provocou uma guerra entre Odùdùwa e Osalufã. O ultimo foi derrotado e então Odùdùwa tornou-se o primeiro ONI (rei) de Ifé. Distribuiu seus filhos e os enviou para criar novos e vários reinos fora de Ifé.
Mais tarde os Orixás retornaram a Orum, deixando na terra seus conhecimentos e como deveriam ser cultuados seus toques, comidas e costumes, para que fossem cultuados pelos seus descendentes. Então o ser humano começou a fazer pedido aos Orixás e para que cada pedido fosse atendido eles ofereciam comida em troca.
Ao contrario do que se pensa, nem todos os pedidos são atendidos, embora os Orixás sempre aceitem as oferendas. Quando um orixá recebe um pedido, ele o leva a Olodumaré e este decide se o pedido vai ou não ser atendido. Este julgamento vai ser baseado no merecimento da pessoa que faz o pedido.
O povo continua fazendo oferendas aos Orixás até hoje, pois os Orixás procuram sempre fazer o melhor para as pessoas.
O círculo dos deuses é constituído segundo o número 16, número sagrado no candomblé. Ele se encontra em toda parte: no numero de búzios, no númerode chamas da lâmpada dos sacrifícios, na numeração dos membros físicos e psíquicos, quer dizer, das forças e das partes que possui o homem na organização hierárquica.
História do candomblé
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A História do candomblé é dividida de acordo com a distribuição dos escravos no território brasileiro.
Antes da abolição da escravatura o candomblé já existia mas não com esse nome. Eram as várias religiões tradicionais africanas trazidas pelos escravos da África praticada nas senzalas ou em lugares afastados no meio da mata. Eram chamados de batuque de negros, que tanto podia ser o batuque de roda como roda de capoeira.
Maranhão
No estado do Maranhão o terreiro mais antigo é a Casa das Minas, em São Luís.
Pierre Verger escreveu: "A Casa das Minas teria sido fundada pela rainha Nan Agontime, viúva do Rei Agonglô (1789-1797), vendida como escrava por Adondozã (1797-1818), que governou o Daomé após o falecimento do pai e foi destronado pelo meio irmão, Ghezo, filho da rainha (1818-1858). Ghezo chegou a organizar uma embaixada às Américas para procurar a sua mãe, que não foi encontrada."
Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe
Em quase todo nordeste a nação Nagô-Egbá ou Xangô do Nordeste é a mais frequente, porém o Xambá[1] é mais comum ser encontrado em Alagoas e Pernambuco.
Bahia
A primeira casa de candomblé Ketu do Brasil e em Salvador que se tem notícia é o Candomblé da Barroquinha e a primeira casa de Candomblé Jeje foi fundada em Cachoeira e São Félix por Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (marri), daomeana que foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia, entre eles a Roça do Ventura (Kwé Cejá Hundé). A primeira casa de Candomblé Bantu também foi em Salvador chamada de Raiz do Tumbensi ou Tumbensi é uma casa de Angola considerada como a mais antiga da Bahia, fundada por Roberto Barros Reis, (Tata Kimbanda Kinunga sua dijína) por volta de 1850, era um escravo angolano, após seu falecimento passou a ser comandada por Maria Genoveva do Bonfim mais conhecida como Maria Neném.
Com as batidas policiais nos terreiros de candomblé e a perseguição e prisão dos adeptos e objetos de culto, algumas iyalorixás resolveram migrar para o Rio de Janeiro em busca de mais tranquilidade para cultuar os Orixás.
Rio de Janeiro
Associação dos Remanescentes do Quilombo Pedra do Sal fica no bairro da Saúde
A primeira casa de candomblé do Rio de Janeiro que se tem notícia foi fundada no bairro da Saúde, por Mãe Aninha, Bangboshê e Oba Saniá em 1886.
Nos anos 50 e 60 as casas de maior afluência na periferia do Rio de Janeiro, eram o Terreiro Bate Folha, em Anchieta (nação Congo), o Ilê Axé Opô Afonjá-Rio em Coelho da Rocha (nação Ketu) e Joãozinho da Goméia - Duque de Caxias (nação Angola).
Rio Grande do Sul
No estado do Rio Grande do Sul tanto o Candomblé como o Batuque são fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.
O Candomblé Angola também é encontrado no Rio Grande do Sul.
Um dos principais representantes do Batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã, no Candomblé de Angola Mãe Arlete (Mametu Samba Diá Maza) de Kukueto (Iemanjá), conhecida por sua festa para Iemanjá que reune milhares de pessoas em Guaíba
ORIXÁS
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Ewá
Exú
Iansã
Iemanjá
Logum
Nanã
Obá
Obaluaê
Ogum
Ossãe
Oxalá
Oxossi
Oxum
Oxumarê
Tempo
Vunji
Xangô
Prof. Xiko
O candomblé e uma religião que teve origem na cidade de Ifé, na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubas. Seus deuses são os Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país: Essú, Ògun, Osossì, Osanyin, Obalúaye, Òsúmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Oba, Ewa, Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan.
O pai ou a mãe de santo é a autoridade máxima dentro do candomblé. Eles são escolhidos pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra. Os orixás os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas à religião, até que assumam o cargo para o qual estão destinadas. Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe de Santo se não acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto. São pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos Orixás para que cumpram seu destino.
Os Pais de Santo, normalmente, são donos de uma roça, ou seja, um lugar onde estão plantados todos os axés e no qual os Orixás são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barracões), que é o lugar em que são feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.
Hierarquicamente, existe, ainda, na roça um pai pequeno ou mãe pequena, que é o braço direito do Pai de Santo e é normalmente um filho ou filha da casa. Depois vem as Ekedes, são mulheres também escolhidas pelos Orixás para cuidar deles e ajudá-los. Embora seja considerada autoridade dentro da roça, não podem ser Yalorixás, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A seguir vem os Ogans, que tocam o atabaques e ajudam o Babalorixá nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto é, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que está encarregada de pintas os Yaôs (iniciantes que estão recolhidos para fazerem o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas que “rasparam o Santo”, ou melhor, rasparam a cabeça para um Santo a pedido deste.
Às vezes o Santo, ou Orixá, incorpora em determinadas pessoas, mas não necessidade que haja esta “incorporação” para que uma pessoa raspe o Santo. Se a pessoa deve ou não raspar o Santo só pode ser sabido com certeza através do jogo de búzios do Pai ou Mãe de Santo que, diga-se de passagem, são os únicos que podem jogar búzios.
O candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica em preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo.È necessária muita dedicação e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da religião. Seus preceitos são todos fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benefícios. Existe muita energia positiva no candomblé, e o seu culto pode trazer muita paz e felicidade.
Origem do Candomblé: Ifé
A antiga cidade de Ifé, ao sudoeste da atual Nigéria, deslumbrava desde o começo do século como capital religiosa e artística do território que cobria uma parte central da atual República do Daomé. É a fonte mística do poder e da legitimidade, o berço da consagração espiritual, e para onde voltaram os restos mortais e as insígnias de todos os reis iorubas.
A civilização de Ifé, ainda hoje, é pouco conhecida e apresenta uma criação artística variada do realismo, enquanto que a maioria da arte africana é abstrata. O material empregado na arte de Ifé espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os próprios africanistas. Ao lado das esculturas em pedra e terracota(argila modelada e cozida ao fogo) tradicionais na África, estão as esculturas em bronze e artefatos em perola.
Uma das artes mais conhecidas é a de Lajuwa, que segundo o povo de Ifé permaneceu no palácio real, mostrando os vestígios em terracota, antes de ter sido redescoberta. Lajuwa foi o camareiro de Oni (soberano do reino de Ifé ou Aquele que Possui). A atribuição dessa terracota a Lajuwa não é estabelecida de maneira segura, entretanto a escultura foi preservada e conservou uma superfície lisa, ainda que o nariz tenha sido quebrado.
A maior parte das descobertas das obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS: vastas extensões de terras situadas no coração da savana. Cada uma destas descobertas é consagrada a esta ou aquela divindade, entre elas:
- BOSQUETE SAGRADO DE OLOKUM: cobre uma superfície de 250 Há. Ao norte da saída da cidade de Ifé. É dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza.
- BOSQUETE SAGRADO D’IWINRIN: encerra numeroso tesouro artístico, testemunhado, na maior parte, uma arte extremamente realista e refinada. Uma delas é de um personagem com 1,60 m de altura, sentado num banco redondo, esculpido em quartzo e provido com um braço curvado para dentro em forma de anel. Apóia o braço em um tamborete retângulo com quatro pés, sendo ladeado por dois outros de igual tamanho natural, um dos quais tem na mão a extremidade de uma vestimenta cortada.
Supõe-se que o artista tenha manuseado a argila crua em separação. Depois de concluído foi seca ao sol e cozida numa imensa fogueira ao ar livre, obtendo uma terracota de cor uniforme.
- BOSQUTE SAGRADO OSONGONGO: os arqueólogos descobriram uma variedade de esculturas de argila cozida e a maior parte de uma mesa micácea. Entre elas está a cabeça da própria OSONGOGON, porém menos refinada do que a de LAJUWA.
Ao lado desta escultura, há numerosas outras representando personagens com deformações físicas, uma delas com elefantíase nos testículos (doença ligada intimamente ao espírito dos negros e à impotência sexual), objeto de tratamento com rituais especiais. Nos funerais, a liturgia era feita por um sacerdote da antiga sociedade ORO, tida aos “ocidentalizados” como forma monstruosa.
O principal achado e o vaso do ritual destes funerais, decorado em relevo. Revela certos ritos e insígnias religiosas de Ifé. Vêem-se com os efeitos: Edans (bastões de bronze, utilizados pelos membros da Sociedade OGBONIS na cerimônia secreta), um bastão de ritual com uma espécie de espiral saliente em ambos os lados, um tambor, um objeto com dois crânios na base, um machado e dois personagens sem cabeças.
- BOSQUESTE SAGRADOS DE ORE: possue abundantes esculturas de homens e animais. O grupo principal é constituído de duas estátuas humanas, a maior é chamada IDENA, o porteiro.
IDENA usa um colar de perolas (contas), diferente dos demais usados em estátuas de terracota. Na cintura ostenta um laço e tem as mãos entrelaçadas. A cabeleira não é esculpida, mas representada por pregos de ferro fincados, como acontece na arte de Ifé.
-BOSQUETE SAGRADO DE ORODI: encontra-se nele uma estátua de pedra com a cabeça e o corpo enfeitado com pregos, similares aos que ornam Idena. Tem na mão direita uma espada e na esquerda um abano. Está situada em Enshure, província do Ado Ekiti.
Criação do Reino de Ifé
O grande Deus Olodumaré enviou Osalufã (orixá) para que criasse o mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 dedos e um cmaleão. A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por ultimo, colocaria o camaleão para saber se estava firme.
Osalufã foi avisado para fazer uma oferenda ao Orixá Essú antes de sair para cumprir sua missão. Por ser um Orixá Funfun, Oxalufã se achava acima de todos e sendo assim, negligenciou a oferenda. Essú descontente , resolveu vingar-se de Osalufã, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo alternativa Osalufã furou com seu Apaasoro o tronco de uma palmeira. Um líquido refrescante dela escorreu, era o vinho de palma. Ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo.
Olodumaré, vendo que Osalufã, não cumpriu sua tarefa, enviou Odùdùwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Osalufã estava embriagado, Odùdùwa recebeu o direito de vir e criar o mundo. Após Odùdùwa cumprir sua tarefa, os outros deuses vêm se reunir a ele, descendo dos céus graças a uma corrente que ainda se podia ver, segundo a tradição, no BOSQUE DE OLOSE, até há alguns anos.
Apesar do erro cometido, uma nov chance foi dada a Osalufã: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigíveis, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.
Odùdùwa interveio novamente, anulou os monstros gerados Osalufã e criou os homens bonitos, sãos e vigorosos, que foram insuflados com vida por Olodumaré.
Esta situação provocou uma guerra entre Odùdùwa e Osalufã. O ultimo foi derrotado e então Odùdùwa tornou-se o primeiro ONI (rei) de Ifé. Distribuiu seus filhos e os enviou para criar novos e vários reinos fora de Ifé.
Mais tarde os Orixás retornaram a Orum, deixando na terra seus conhecimentos e como deveriam ser cultuados seus toques, comidas e costumes, para que fossem cultuados pelos seus descendentes. Então o ser humano começou a fazer pedido aos Orixás e para que cada pedido fosse atendido eles ofereciam comida em troca.
Ao contrario do que se pensa, nem todos os pedidos são atendidos, embora os Orixás sempre aceitem as oferendas. Quando um orixá recebe um pedido, ele o leva a Olodumaré e este decide se o pedido vai ou não ser atendido. Este julgamento vai ser baseado no merecimento da pessoa que faz o pedido.
O povo continua fazendo oferendas aos Orixás até hoje, pois os Orixás procuram sempre fazer o melhor para as pessoas.
O círculo dos deuses é constituído segundo o número 16, número sagrado no candomblé. Ele se encontra em toda parte: no numero de búzios, no númerode chamas da lâmpada dos sacrifícios, na numeração dos membros físicos e psíquicos, quer dizer, das forças e das partes que possui o homem na organização hierárquica.
História do candomblé
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A História do candomblé é dividida de acordo com a distribuição dos escravos no território brasileiro.
Antes da abolição da escravatura o candomblé já existia mas não com esse nome. Eram as várias religiões tradicionais africanas trazidas pelos escravos da África praticada nas senzalas ou em lugares afastados no meio da mata. Eram chamados de batuque de negros, que tanto podia ser o batuque de roda como roda de capoeira.
Maranhão
No estado do Maranhão o terreiro mais antigo é a Casa das Minas, em São Luís.
Pierre Verger escreveu: "A Casa das Minas teria sido fundada pela rainha Nan Agontime, viúva do Rei Agonglô (1789-1797), vendida como escrava por Adondozã (1797-1818), que governou o Daomé após o falecimento do pai e foi destronado pelo meio irmão, Ghezo, filho da rainha (1818-1858). Ghezo chegou a organizar uma embaixada às Américas para procurar a sua mãe, que não foi encontrada."
Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe
Em quase todo nordeste a nação Nagô-Egbá ou Xangô do Nordeste é a mais frequente, porém o Xambá[1] é mais comum ser encontrado em Alagoas e Pernambuco.
Bahia
A primeira casa de candomblé Ketu do Brasil e em Salvador que se tem notícia é o Candomblé da Barroquinha e a primeira casa de Candomblé Jeje foi fundada em Cachoeira e São Félix por Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (marri), daomeana que foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia, entre eles a Roça do Ventura (Kwé Cejá Hundé). A primeira casa de Candomblé Bantu também foi em Salvador chamada de Raiz do Tumbensi ou Tumbensi é uma casa de Angola considerada como a mais antiga da Bahia, fundada por Roberto Barros Reis, (Tata Kimbanda Kinunga sua dijína) por volta de 1850, era um escravo angolano, após seu falecimento passou a ser comandada por Maria Genoveva do Bonfim mais conhecida como Maria Neném.
Com as batidas policiais nos terreiros de candomblé e a perseguição e prisão dos adeptos e objetos de culto, algumas iyalorixás resolveram migrar para o Rio de Janeiro em busca de mais tranquilidade para cultuar os Orixás.
Rio de Janeiro
Associação dos Remanescentes do Quilombo Pedra do Sal fica no bairro da Saúde
A primeira casa de candomblé do Rio de Janeiro que se tem notícia foi fundada no bairro da Saúde, por Mãe Aninha, Bangboshê e Oba Saniá em 1886.
Nos anos 50 e 60 as casas de maior afluência na periferia do Rio de Janeiro, eram o Terreiro Bate Folha, em Anchieta (nação Congo), o Ilê Axé Opô Afonjá-Rio em Coelho da Rocha (nação Ketu) e Joãozinho da Goméia - Duque de Caxias (nação Angola).
Rio Grande do Sul
No estado do Rio Grande do Sul tanto o Candomblé como o Batuque são fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.
O Candomblé Angola também é encontrado no Rio Grande do Sul.
Um dos principais representantes do Batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã, no Candomblé de Angola Mãe Arlete (Mametu Samba Diá Maza) de Kukueto (Iemanjá), conhecida por sua festa para Iemanjá que reune milhares de pessoas em Guaíba
ORIXÁS
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