quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.

O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.

O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.

A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.

Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?

O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.

Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.

Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.

Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.

Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.

Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.

Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).

Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).

O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.

Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.

O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.

O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.

1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói

AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.

EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.

A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.

O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.

Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa

Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira






ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.

O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.

O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.

A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.

Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?

O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.

Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.

Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.

Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.

Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.

Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.

Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).

Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).

O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.

Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.

O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.

O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.

1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói

AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.

EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.

A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.

O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.

Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa

Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira







ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.

O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.

O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.

A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.

Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?

O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.

Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.

Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.

Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.

Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.

Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.

Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).

Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).

O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.

Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.

O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.

O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.

1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói

AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.

EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.

A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.

O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.

Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa

Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira










ÁFRICA
A África, ou continente africano, está localizada na zona intertropical do planeta e por isso o território está estabelecido nos dois hemisférios (sul e norte), devido a esse fato é cortado pelo paralelo do Equador na parte central do mesmo, além do meridiano de Greenwich que o atravessa a oeste.

O Continente Africano ocupa uma área de 30,2 milhões de quilômetros, que equivale a aproximadamente 20% das terras emersas contidas na Terra. Esse extenso território abriga 53 países independentes.

O litoral africano possui 27 mil quilômetros de extensão e nesse praticamente não existe acidentes geográficos, fato que não favorece o surgimento de portos naturais ou penínsulas, isso quer dizer que é pouco recortado.

A África é privilegiada quanto à extensão territorial, tal fato favorece a abrangência de grandes ambientes naturais, tais como a floresta da bacia do Congo e o deserto do Saara, esse continente abriga uma grandiosa biodiversidade, proveniente fundamentalmente da localização geográfica que favorece uma enorme insolação e elevadas temperaturas.
África
Continente foi o menos beneficiado com a globalização
A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.

Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?

O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.

Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.

Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.

Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.
ÁSIA
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.

Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.

Além de ser o maior continente do mundo, abriga cinco dos dez países mais populosos do planeta, são eles:
- China (1,3 bilhões habitantes),
- Índia (1,1 bilhão),
- Indonésia (234 milhões),
- Paquistão (169 milhões),
- Bangladesh (150 milhões),
- Japão (127 milhões).
O produto da soma de todos os paises citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do planeta.

Em razão de sua extensão territorial, o continente abrange diversas características naturais, econômicas e culturais.
Para facilitar as análises de todos os temas foi feita a regionalização do continente, a partir desse processo o continente asiático ficou dividido em Ásia boreal (onde se encontra a parte asiática da Rússia), Ásia Central (onde está o Casaquistão, o Usbequistão, o Turcomenistão, o Quirquistão e o Tajiquistão), Oriente Médio (abriga, em grande maioria, países árabes e mulçumanos), Ásia austral (abrange a Índia e o sudeste asiático) e Extremo Oriente (composto por China, Mongólia, Taiwan, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Japão).

Devido à extensão territorial do continente asiático, foi realizada uma regionalização do continente, dessa forma a Ásia ficou classificada como Oriente Médio, Sul da Ásia, Sudeste da Ásia, Extremo Oriente e países da ex-União Soviética.
O continente Asiático é o mais populoso do mundo, com uma população de aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas, que corresponde a 60% do total da população mundial. De cada dez países mais populosos do mundo, sete encontra-se no continente Asiático (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Rússia e Japão).

O processo de colonização e descolonização da Ásia é bastante semelhante com o ocorrido na América Latina e na África, que ficou caracterizado pela intensa exploração. No século XV com as grandes navegações as potências Européias começaram a manter relação com a Ásia, até o século XIX as relações eram estritamente comerciais por meio das feitorias.
A exploração se tornou intensa somente nos séculos XIX e XX, quando as potências Européias passaram a conquistar territórios no continente, as conquistas tinham como razão principal a exploração de recursos naturais e matérias-primas para atender as necessidades industriais. No século XX outras potências queriam explorar o continente como os Estados Unidos, Japão e Rússia.

Antes de ocorrer à expansão colonialista era raro o contato entre asiático e europeu. No sudeste asiático a colonização causou modificações na cultura local, o cultivo de arroz despertou cobiça e disputas territoriais, pois o clima era favorável ao desenvolvimento das monocultoras, geralmente culturas apreciadas na Europa.

O Oriente Médio, do século XIII até XX, se encontrava sob domínio do Império Turco-Otomano (Árabes), (Curdos) e (Persas). Ao apoiar a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o Império foi derrotado perdendo áreas de domínio para Ingleses e Franceses. Após a independência dos países do Oriente Médio, os limites territoriais estabelecidos pelos Europeus promoveram uma instabilidade política na região que são apresentadas até os dias de hoje.

O processo de colonização esbarrou na força de grandes civilizações (hindu e chinesa), essas são civilizações com poder de dinastia, com uma estrutura social, possuía exército, duas sociedades com rigoroso código de conduta moral, firmados na religião e que não iria admitir a imposição cultural européia.
No entanto, mesmo com a resistência, os países Europeus com sua superioridade militar e estratégias, conseguiram derrotar as grandes nações asiáticas e explorá-las. Atualmente a China e Índia são importantes potências regionais, e em ascensão no cenário mundial.
O processo de descolonização do continente asiático teve início através de iniciativas anti-colonização e no enfraquecimento das nações Européias após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países herdaram problemas econômicos e sociais.
A Ásia tem, atualmente, 45 países (incluindo a Turquia e a Rússia, ambos países eurasianos). Lembrando que a Palestina ainda é um território ocupado por Israel, apesar das negociações para a criação de um Estado, como também não são países: Taiwan, Tibete e Hong Kong, todos pertencentes à China.

1. Afeganistão – Cabul
2. Arábia Saudita – Riad
3. Bangladesh – Dacca
4. Barein – Manamá
5. Brunei – Bandar Seri Begawan
6. Butão – Timphu
7. Camboja – Phnom Penh
8. Casaquistão – Astana
9. Catar – Doha
10. China – Pequim
11. Chipre - Nicósia
12. Cingapura – Cidade de Cingapura
13. Coréia do Norte – Pyongyang
14. Coréia do Sul – Seul
15. Emirados Árabes Unidos – Abu Dhabi
16. Filipinas – Manila
17. Iêmen – Sana
18. Índia – Nova Délhi
19. Indonésia – Jacarta
20. Irã – Teerã
21. Iraque – Bagdá
22. Israel – Jerusalém
23. Japão – Tóquio
24. Jordânia – Amã
25. Kuwait – Cidade do Kuwait
26. Laos – Vietiane
27. Líbano – Beirute
28. Malásia – Kuala Lumpur
29. Maldivas – Male
30. Mianmar – Rangoon
31. Mongólia – Ulan Bator
32. Nepal – Katmandu
33. Omã – Mascate
34. Paquistão – Islamabad
35. Quirguistão – Bishkek
36. Rússia - Moscou
37. Síria – Damasco
38. Sri Lanka – Colombo
39. Tailândia – Bangcoc
40. Tajidquistão – Muchambe
41. Timor Leste - Dilli
42. Turcomenistão – Ashkhabad
43. Turquia - Ancara
44. Uzbequistão – Tashkent
45. Vietnã – Hanói

AMÉRICA
O continente americano possui uma área de 42.052.412 km2, correspondentes a 28,3% da superfície total terrestre, é o continente de maior extensão no sentido norte-sul ou latitudinal.
Integra o chamado Novo Mundo e é constituído por duas grandes porções:
a América do Norte e a América do Sal, interligadas pela América Central, esta última uma estreita faixa de terra.
O continente americano acha- se limitado ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Pacífico e a leste, pelo Oceano Atlântico.
Quadro Humano
A América possuía, em 1980, 639.000.000 de habitantes, assim distribuídos:
América do Sul e Central – 383.000.000 de habitantes.
América do Norte – 256.000.000 de habitantes.
Na América do Norte a população é de origem anglo-saxônica; enquanto a população do México, da América Central e da América do Sul é de origem latina.
O continente americano tem muitas áreas densamente povoadas, destacando-se dentre elas:
Na América Anglo-Saxônica
Toronto e Montreal, no Canadá e Los Angeles, Nova lorque, Chicago e Filadélfia, nos Estados Unidos.
Na América Latina
Caracas (Venezuela), Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil; Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Cidade do México (México).
Os transportes são bastante intensos em certos trechos do continente americano.
A América do Norte é cortada por uma verdadeira malha rodoviária destacando-se a Rodovia Transcanadense, no Canadá, considerada a mais extensa rodovia do globo.
As ferrovias também são importantes no sistema de transporte americano, sendo que os Estados Unidos tem uma das mais altas densidades ferroviárias do mundo.
Na navegação marítima, o Canal do Panamá é um importante fator regional. Liga o Atlântico ao Pacífico, através do Lago de Gatum, numa extensão de 81 km. Nova lorque, Houston, Filadélfia e Tampa, nos Estados Unidos; Vancouver, no Canadá; Rio de Janeiro e Santos, no Brasil, são alguns dos principais portos do continente.
Os Estados Unidos, o Panamá e o Canadá possuem as maiores frotas mercantes do continente americano.
A navegação fluvial é intensa, destacando-se aquela efetuada nas bacias dos rios São Lourenço (EUA/Canadá), Amazonas e São Francisco (Brasil).
A navegação lacustre é bem desenvolvida na região dos Grandes Lagos (EUA/Canadá) e na Lagoa dos Patos (Brasil).
A aviação tem se intensificado nos últimos anos. Chicago, nos Estados Unidos, é considerado o aeroporto mais movimento do mundo.

EUROPA
Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.

A Europa se encontra localizada totalmente no hemisfério norte, automaticamente é influenciada pelo clima temperado, o meridiano de Greenwich se estabelece quase em sua totalidade no oriente. As principais fronteiras do continente europeu em relação aos aspectos físicos são: ao norte Oceano Glacial Ártico, ao sul os mares Mediterrâneo e Negro, a Oeste Oceano Atlântico, a Leste Montes Urais, Rio Ural e o Mar Cáspio, esse último é utilizado para definir a fronteira entre Europa e Ásia.

O território europeu possui uma área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os micropaíses, além da Rússia que responde por 40% da área total.

Apesar da maioria dos países europeus possuir territórios restritos quanto ao tamanho, esse fator não impediu que muitos desses integrasse o grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
Europa

Conhecido como “velho mundo”, o continente europeu limita-se a oeste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Mediterrâneo, ao norte com o oceano Glacial Ártico e a leste com a Ásia, sendo que os Montes Urais formam uma divisa natural nesta parte do continente.
A importância do continente europeu reside no fato de este ter sido o palco das maiores transformações da história da humanidade e de algumas de suas mentes mais brilhantes, como a Segunda Guerra, a Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII e as teorias de Copérnico e Einstein, europeus que mudaram a história da ciência.
A geografia política da Europa é totalmente determinada pela história desse continente. Após inúmeros séculos de ocupações, invasões e revoluções, a Europa chegou ao seu formato atual, embora ainda instável em algumas regiões como a Geórgia, a questão Basca, etc.
Atualmente a mudança mais significativa é a formação do grande bloco econômico da União Européia (UE) que abrange 15 países do total de 48 do continente. Entre os países da UE foram abolidas todas as barreiras comerciais e de fronteira permitindo-se o trânsito livre entre estes países.
A cultura europeia pode ser melhor descrita como uma série de culturas sobrepostas e que envolve questões de Ocidente contra Oriente e Cristianismo contra Islão. Existem várias linhas de ruptura culturais através do continente e movimentos culturais inovadores discordam uns dos outros. Assim, uma "cultura comum europeia" ou "valores comuns europeus", é algo cuja definição é mais complexa do que parece
OCEANIA
A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.
A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.
- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.
- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.
- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.
- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.
- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).
- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.
- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.
- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).
- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.
História da Nova Zelândia
Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.
Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.
A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de lã e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.
A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.
História da Austrália
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente 3 milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira

Prof. Xiko

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