quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O intelectual Marcos Bayer homenageia o professor Aníbal Nunes Pires, patrono de sua cadeira na Academia Desterrense de Letras, com um discurso amoroso:
Aos poetas mortos
Não choremos nunca a morte do poeta, Foi feliz com todas as mulheres belas. E, eram as chamas dos beijos das donzelas Que crepitavam em cada vela ereta.
Na apoteose de quem alcançava a meta. Flores nas paredes, flores nas janelas, Perfume de versos, recendendo delas, E, livrando uma alma, de sonhos repleta.
Quantas rosas e cravos de tons dispersos! Eram versos, sim; eram bouquets de versos Ao redor do caixão quantos malmequeres!
Os pensamentos, na linda morte imersos, Representavam os miosótis diversos Como se fossem os beijos das mulheres…
A primeira estrofe deste poema está gravada num banco da orla da Praia de Itaguaçu. Tanto o banco quanto as palavras, castigadas pelo tempo, tendem ao desaparecimento. O projeto da nossa confreira Maura Soares, abraçado pela Administração Ângela Amin, corre o risco da morte.
Alguns dos bancos foram pintados. Outros abandonados pela atual administração da cidade, numa prova inequívoca da capacidade de zelar pelo bem público, pela cultura e pelo trabalho poetas filhos desta terra.
Aníbal, autor das palavras ditas no poema, é nome de guerreiro. General cartaginês que pretendia a destruição do poderio romano, contra ele lutou e ao seu retorno foi nomeado magistrado de Cartago para reformar a administração da sua terra. Portanto, neste nome vem embutida uma energia de combate e de ensino.
Rodrigo de Haro, conhecida personalidade catarinense e habitante privilegiado desta Ilha, assim o definiu:
Privei com Aníbal Nunes Pires mais longamente, nos idos de 1950, numa Florianópolis irrecuperável e cheia de contrastes.
Diante de sua obra exígua e quase silenciosa assumir uma atitude crítica parece fútil.
Aníbal foi um amoroso das palavras fundamentais.
Um humanista obstinado e um sábio que, cheio de reverência e melancolia (posso dizer também de ironia…), cultivou caminho mais difícil, a senda que foge da ostentação.
A extensa cultura de Aníbal nunca o desviou do sentimento do quotidiano.
Nem da perspectiva ilhoa que por certo representava. Espírito curioso e lúcido, pleno de fidalguia.
Armando D’Acampora, membro desta Academia, seu aluno, refere-se a ele, assim:
O Professor Aníbal era um homem grande, embora de baixa estatura.
Imagina dominar quarenta alunos entre 16 e 17 anos, no Colégio Catarinense, numa época em que era só para meninos.
Ensinava matemática, mas também sabia literatura, economia, português, comércio internacional, dentre outras coisas. Era o homem das sete matérias, definido por Carlos Magno como o Trivium e o Quadrivium. Acredito que até música ele sabia. Quando nos deixava em prova final, sobre derivadas e integrais, escrevia as questões em um lado o quadro e como não sabíamos responder, na outra metade do quadro começava a resolver de tal maneira que nenhum de nós reprovasse em matemática, achando que o fato de realizarmos a prova final, já era suficientemente pedagógico. Tinha uma voz nasalada e fumava bastante.
Andava sempre de terno e gravata, e tinha uma paciência de Jó. Mas o que impressionava era sua cultura.
Lauro Junkes, outro membro da Academia Catarinense de Letras, a exemplo de Rodrigo de Haro, assim apresenta Aníbal Nunes Pires:
Nascido em Florianópolis, no dia 9 de agosto de 1915, faleceu na madrugada de 24 de abril de 1978, deixando a esposa Eugênia de Oliveira Nunes Pires e, para continuarem seus projetos de humanismo e arte, os filhos: Maria Cristina Nunes Pires, Clarice Nunes Pires Cabral, Maria José Nunes Pires Feijó e José Henrique Nunes Pires, o Zeca Pires, cineasta que mais diretamente prossegue envolvido no projeto de redimensionar o mundo e a sociedade através da arte cinematográfica.
Durante seus cursos em duas Faculdades: Economia e Direito, e ainda no de Contador, Aníbal Nunes Pires se enriqueceu com profunda formação intelectual e humanística, razão pela qual optou sempre pelo exercício do magistério, conciliando áreas tão antípodas como Matemática e Português/Literatura. Em Florianópolis, todas as instituições de ensino de maior relevo – desde o Colégio Catarinense e Coração de Jesus, até as Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras e de Ciências Econômicas da UFSC, bem como a Faculdade de Educação da UDESC – se honraram com a participação do Professor Aníbal Nunes Pires no seu corpo docente.
Filho de Cristóvão Colombo Nunes Pires e de Maria Lima Nunes Pires pertencia a tradicional família na cidade de Nossa Senhora do Desterro: Feliciano Nunes Pires (1786-1860) foi Governador da Província (1831-1935) e Cristóvão Nunes Pires (1834-1894), foi co-fundador do Liceu de Artes e Ofícios do Desterro, foi Deputado e também Governador (1893-1894); Luiz Nunes Pires participou da Constituinte Republicana.
Aníbal Nunes Pires foi, inequivocamente, um autêntico profissional do magistério. Profissional, afirmo, no sentido de dedicação e responsabilidade. Aliava competência intelectual de elevada cultura ao espírito humano de compreensão, bondade e solidariedade.
Suas aulas nunca se resumiam a frias exposições ou ostentação de cultura, que, aliás, não faltava. Dotado de inteligência lúcida, expandida por ampla visão cultural, nunca assumia ares de superioridade, mas seu senso de humildade justa o tornava amigo e colega de todos. Desconhecia atitudes mesquinhas, pois sua modéstia e bondade naturais, seu humanismo fraterno e solidário, seu diálogo sempre acessível e expansivo o tornavam estimado por todos. Professor durante mais de quarenta anos, por suas classes passaram gerações seguidas de pessoas, para cuja educação dedicou o melhor de si, tendo aprendido com a experiência que: “Para ser professor, é preciso, antes de tudo, ter paciência”.
Pode-se estranhar que Aníbal Nunes Pires, professor e intelectual em constante contato com a arte, sobretudo a literária, tenha praticado pouco a arte de escrever. Todos os que o conheceram, no entanto, são unânimes em atestar que sua personalidade fazia-o direcionar suas atividades muito mais para os outros – para estimulá-los e os orientar na apreciação e criação artísticas, ficando sempre em segundo plano sua própria produção. Projetou-se com maior relevância na poesia, sem desmerecer o conto e o ensaio. Publicou apenas o livro de poemas “Terra Fraca”. Os demais escritos, deixou-os dispersos por jornais e revistas e eu os coligi no livro “Aníbal Nunes Pires e o Grupo Sul” (Editora da UFSC, 1982), no qual constam não apenas pormenores da sua carreira, como maior análise dos seus escritos.
Também na poesia, Aníbal Nunes Pires deixa transparecer o perfil de um grande humanista, de uma alma sensível, preocupada com seus semelhantes. Quase todos os seus poemas colhem sua temática no viver cotidiano e revelam a consciência do poeta sobre o caráter transitório e deteriorante do viver humano, evidenciando um contínuo perquirir do significado da existência e do destino de tudo que nos rodeia. Daí provém uma tonalidade frequentemente desilusória e pessimista, superada, entretanto, magistralmente pelo poema final do livro – mensagem de inconfundível confiança no ser humano, ao qual se dirige em “linguagem / que é ternura / que é desapego”, para prenunciar o eterno “Amanhecer”:
Havendo paz, sempre é céu;
Em paz, nunca diremos “não”.
Luz e sombra hão de ser sempre luz.
Eu não tive a oportunidade de conhecer o patrono da cadeira que hoje ocupo nesta Academia. Não sei como ele era. Sequer sei se estou à altura de sua capacidade, comprovadamente manifestada e reconhecida para estar aqui, neste momento.
Mas, uma dimensão desta personalidade eu sei. Desta porque ele está aqui…
Um homem que recebe o sopro do espírito divino para cuidar das letras, para transmitir conhecimento, para despertar vocações e guiar outros homens é um ser privilegiado. Por mais dura que seja a vida, por menos reconhecida que seja a atividade do magistério, e é, ao professor é imputado o poder da expansão civilizatória. É ele que ensina a ler, escrever, refletir, propor, ousar e criar.
Pode ser na universidade, pode ser na aldeia indígena, na Roma antiga, na Academia de Platão ou no Liceu de Aristóteles.
Pode ser em Sagres, onde estudaram os marinheiros que descobriram e circunavegaram o planeta, confirmando nossa globalidade nos 1500, depois visto do espaço por astronautas que estudaram na escola soviética, como Gagarin, em 1961, quando percebeu em nome da Humanidade que a Terra era azul, e os da NASA que chegaram a Lua em 1969.
Foi assim no Renascimento brotado numa Florença medieval que reunia talentos capazes de redimensionar a obra do homem. Leonardo Da Vinci retomava a forma de Marco Vitrúvio, arquiteto romano contemporâneo dos césares, para relembrar a escala humana dentro de um círculo onde cabia o corpo e a expansão dele. Salvador Dalí soube liquefazer a imagem,
Chaplin e Buñel deram-lhe movimento. O movimento humano real foi transposto para uma tela. Nós nos víamos noutra dimensão. Pablo Picasso pintou em dois tons predominantes, azul e rosa, antes de desconfigurar para reconfigurar a forma. Miró brincou conosco compreendendo que somos pequenas peças coloridas no Universo móbile. Van Gogh colocou sobre a tela branca a textura da massa em relevo para depois pintar a noite mais estrelada de todos os tempos. Victor Hugo descreveu como ninguém a miséria e a grandeza do caráter humano. Nureyev e Baryshnikov voaram sobre os tablados como tantos atletas o fizeram nas pistas olímpicas. Vozes tantas, de Frank Sinatra a Dionne Warwick, de Pavarotti a Ella Fritzgerald. Compositores que liam a aventura humana através das notas musicais, como Mozart, Wagner ou Jobim.
Nós vivemos mais uma etapa desta irrevogável expansão civilizatória representada pela cibernética, pela comunicação instantânea e pela consequência imediata do ato humano.
Nunca fomos tão fortes e tão frágeis, simultaneamente. Nunca a experiência humana foi tão interdependente. Nunca foi tão necessário homens de letras, professores e formuladores, escritores e poetas, cineastas e atores. Músicos e tocadores. A sinfonia da vida será sempre necessária…
Nunca foi tão necessário o sopro divino que tocou o espírito de Aníbal Nunes Pires.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
1.O mundo em mudança
Os últimos 30 anos representam um tempo de profundas mudanças. A quantidade delas, sua profundidade e alcance, bem como sua velocidade, sacudiram o final do século XX e início do século XXI. Poucos estudiosos e cientistas ousaram prever a magnitude e a abrangência de um período histórico tão acelerado. Detenhamo-nos sobre as principais dimensões desse imenso processo de transformação.
Do ponto de vista econômico, a globalização avança nesse período de forma avassaladora. Após os anos de ouro da economia capitalista, a crise dos anos 70 reduz sensivelmente a rentabilidade dos empreendimentos. Para reconquistar seus rendimentos, o capital começa então uma verdadeira guerra em duas direções: uma pela conquista e controle de novos mercados e novas matérias-primas, outra contra os direitos trabalhistas adquiridos nos séculos precedentes.
No primeiro caso, consolidam-se os principais blocos comerciais – europeu, asiático e norte-americano – este último avançado para criação da ALCA; assiste-se a uma grande onda de privatizações em todo o mundo; e formam-se os enormes conglomerados econômicos, através de fusões, incorporações e outras formas de concentração de riqueza e poder. Numa palavra, aprofunda-se o caminho do neoliberalismo, na implementação do mercado total.
Em termos tecnológicos, as inovações em áreas como as tele-comunicações, a informática e a robótica, a micro-eletrônica, a bio-tecnologia ou a engenharia genética constituem uma revolução sem precedentes. O mundo se estreita, torna-se uma aldeia global, mas, ao mesmo tempo, se aproxima e se afasta. A tecnologia praticamente aboliu o tempo e o espaço, os horizontes se abrem em âmbito planetário. A simultaneidade entre o fato e a notícia, tem conseqüências imprevisíveis para o comportamento das pessoas e para novos desdobramentos históricos.
Os últimos 30 anos representam um tempo de profundas mudanças. A quantidade delas, sua profundidade e alcance, bem como sua velocidade, sacudiram o final do século XX e início do século XXI. Poucos estudiosos e cientistas ousaram prever a magnitude e a abrangência de um período histórico tão acelerado. Detenhamo-nos sobre as principais dimensões desse imenso processo de transformação.
Do ponto de vista econômico, a globalização avança nesse período de forma avassaladora. Após os anos de ouro da economia capitalista, a crise dos anos 70 reduz sensivelmente a rentabilidade dos empreendimentos. Para reconquistar seus rendimentos, o capital começa então uma verdadeira guerra em duas direções: uma pela conquista e controle de novos mercados e novas matérias-primas, outra contra os direitos trabalhistas adquiridos nos séculos precedentes.
No primeiro caso, consolidam-se os principais blocos comerciais – europeu, asiático e norte-americano – este último avançado para criação da ALCA; assiste-se a uma grande onda de privatizações em todo o mundo; e formam-se os enormes conglomerados econômicos, através de fusões, incorporações e outras formas de concentração de riqueza e poder. Numa palavra, aprofunda-se o caminho do neoliberalismo, na implementação do mercado total.
Em termos tecnológicos, as inovações em áreas como as tele-comunicações, a informática e a robótica, a micro-eletrônica, a bio-tecnologia ou a engenharia genética constituem uma revolução sem precedentes. O mundo se estreita, torna-se uma aldeia global, mas, ao mesmo tempo, se aproxima e se afasta. A tecnologia praticamente aboliu o tempo e o espaço, os horizontes se abrem em âmbito planetário. A simultaneidade entre o fato e a notícia, tem conseqüências imprevisíveis para o comportamento das pessoas e para novos desdobramentos históricos.
TIPOS DE MIGRAÇÃO
Tipos de Migração
Antes de mais á que saber que:
*
Imigração é a entrada de população estrageira num país;
*
Emigração é a saída de população de seu país de origem para outro país.
Agora sim os tipos de migração quanto ao espaço:
*
Externas: de país para país;
*
Internas: dentro do país.
Tipos de migrações quanto á duração:
*
Definitivas: quando os indivíduos decidem ficar definitivamente no local para onde migraram;
*
Temporárias: quando a migração é só durante um determinado período de tempo;
*
Sazonais: quando é durante um determinado período do ano (apanha de frutos, estâncias de Inverno);
*
Semanais: quando ocorrem no início e no fim duma semana (estudantes universitários, militares, ...) ;
*
diárias: quando são por exemplo entre a residência e o local de trabalho.
Tipos de migração quanto á forma:
*
Voluntárias: quando a decisão de migrar é do indivíduo;
*
Forçadas: quando o indivíduo é obrigado a migrar por várias razões mesmo que não o queira fazer;
*
Legais quando o país de acolhimento dá autorização á migração;
*
Ilegais quando a migração é feita sem a autorização do país de acolhimento.
As migrações podem também ser:
*
Intracontinentais quando as migrações são dentro do mesmo continente;
*
Intercontinentais quando as migrações são de um continente para outro.
Antes de mais á que saber que:
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Imigração é a entrada de população estrageira num país;
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Emigração é a saída de população de seu país de origem para outro país.
Agora sim os tipos de migração quanto ao espaço:
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Externas: de país para país;
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Internas: dentro do país.
Tipos de migrações quanto á duração:
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Definitivas: quando os indivíduos decidem ficar definitivamente no local para onde migraram;
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Temporárias: quando a migração é só durante um determinado período de tempo;
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Sazonais: quando é durante um determinado período do ano (apanha de frutos, estâncias de Inverno);
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Semanais: quando ocorrem no início e no fim duma semana (estudantes universitários, militares, ...) ;
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diárias: quando são por exemplo entre a residência e o local de trabalho.
Tipos de migração quanto á forma:
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Voluntárias: quando a decisão de migrar é do indivíduo;
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Forçadas: quando o indivíduo é obrigado a migrar por várias razões mesmo que não o queira fazer;
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Legais quando o país de acolhimento dá autorização á migração;
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Ilegais quando a migração é feita sem a autorização do país de acolhimento.
As migrações podem também ser:
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Intracontinentais quando as migrações são dentro do mesmo continente;
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Intercontinentais quando as migrações são de um continente para outro.
Migração no Brasil
A migração interna no Brasil acontece principalmente por motivos econômicos e desastres ecológicos.
A população de um país não é apenas modificada pelas mortes e nascimentos de seus habitantes. É preciso levar em conta, também, os movimentos de entrada e de saída, ou seja, as migrações que ocorrem em seu território. As migrações internas são aquelas que se processam no interior de um país como por exemplo êxodo rural, o que é constante no Brasil.
Um exemplo de migração foi aquela devido às secas que assolaram o Nordeste brasileiro na década de 1960, que fizeram com que milhares de pessoas abandonassem suas casas no sertão brasileiro por falta de alternativa agrícola e políticas sociais na região. Outro exemplo histórico foi a migração de nordestinos para a região Norte do Brasil no fim do século XIX. Isto se deu por dois motivos: o início do Ciclo da Borracha e a grande seca que assolou a região Nordeste. Destaca-se também a movimentação de imigrantes nordestinos e sulistas em busca de uma vida melhor na Região Sudeste do País, único pólo industrial brasileiro na década de 1970.
A história povo brasileiro é uma história de migrações. A migração no Brasil não ocorreu nem ocorre por causa de guerras, mas pela inconstância dos ciclos econômicos e de uma economia planejada independentemente das necessidades da população.
As migrações pelo território brasileiro estão associadas, como nota-se ao longo da história, a fatores econômicos, desde o tempo da colonização pelos europeus. Quando terminou o ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste e teve o início do ciclo do ouro, em Minas Gerais, houve um enorme deslocamento de pessoas em direção ao novo centro econômico do país. O Ciclo da Borracha atraiu grande quantidade de migrantes para região da Amazônia. Graças ao ciclo do café e, posteriormente, com o processo de industrialização, a região Sudeste se tornou o grande pólo de atração de migrantes, que saíam de sua região de origem em busca de empregos ou melhores salários.
Acentuou-se, então, o processo de êxodo rural (saida) migração do campo para a cidade, em larga escala. No meio rural, a miséria e a pobreza agravadas pela falta de infra-estrutura (educação, saúde etc.), pela concentração de terras nas mãos dos latifundiários e pela mecanização das atividades agrárias, fazem com que a grande população rural seja atraída pelas perspectivas de um emprego urbano, que melhore o seu padrão de vida. Além disso, o acesso a serviços e ao comércio nas áreas urbanas, tornou-se o principal fator de atração para as grandes cidades.
No entanto, o que ocorreu no Brasil entre os anos 1940 e 1990, foi que as cidades não apresentavam uma oferta de empregos compatível à procura, nem a economia urbana crescia na mesma velocidade em que a migração. Em conseqüência crescia o desemprego e o sub-emprego no setor de serviços, com aumento do número de trabalhadores informais, vendedores ambulantes e trabalhadores que vivem de fazer "bicos". Associado à falta de investimentos e ao reduzido planejamento do Estado na ampliação da infra-estrutura urbana, isto contribuiu para a formação de um cinturão marginal nas cidades, ou seja, o surgimento de novas favelas, palafitas e invasões urbanas.
Atualmente, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, já se registra maior saída de população das metrópoles em direção às cidades médias do interior do que em direção à estas metrópoles, embora estas continuem tendo crescimento populacional total positivo. A principal causa desse movimento é que estas metrópoles atualmente não apresentam taxas de crescimento econômico tão siginificativas, a infra-estrutura de transportes é geralmente problemática, acompanhando uma relativa precariedade no atendimento de praticamente todos os serviços públicos, com índices de desemprego e criminalidade mais elevados do que a média das demais cidades. Já as cidades do interior do país, além de estar passando por um período de crescimento econômico, oferecem melhor qualidade de vida à população.
As migrações internas têm sido alvo de análise, não apenas como resultantes de eventuais desequilíbrios econômicos, sociais ou demográficos, mas, principalmente, como elementos da organização espacial de uma sociedade. A migração pode ser definida como mobilidade espacial da população. Atualmente a maior parte das migrações não são mais inter-regionais, mas ocorrem dentro da mesma região. Além disso, alguns estados que tradicionamente apresentavam mais emigração tornaram-se regiões de imigração, como Pernambuco, Bahia, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.[1]
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Décadas de 60 a 80.
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Décadas de 80 a 90.
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A população de um país não é apenas modificada pelas mortes e nascimentos de seus habitantes. É preciso levar em conta, também, os movimentos de entrada e de saída, ou seja, as migrações que ocorrem em seu território. As migrações internas são aquelas que se processam no interior de um país como por exemplo êxodo rural, o que é constante no Brasil.
Um exemplo de migração foi aquela devido às secas que assolaram o Nordeste brasileiro na década de 1960, que fizeram com que milhares de pessoas abandonassem suas casas no sertão brasileiro por falta de alternativa agrícola e políticas sociais na região. Outro exemplo histórico foi a migração de nordestinos para a região Norte do Brasil no fim do século XIX. Isto se deu por dois motivos: o início do Ciclo da Borracha e a grande seca que assolou a região Nordeste. Destaca-se também a movimentação de imigrantes nordestinos e sulistas em busca de uma vida melhor na Região Sudeste do País, único pólo industrial brasileiro na década de 1970.
A história povo brasileiro é uma história de migrações. A migração no Brasil não ocorreu nem ocorre por causa de guerras, mas pela inconstância dos ciclos econômicos e de uma economia planejada independentemente das necessidades da população.
As migrações pelo território brasileiro estão associadas, como nota-se ao longo da história, a fatores econômicos, desde o tempo da colonização pelos europeus. Quando terminou o ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste e teve o início do ciclo do ouro, em Minas Gerais, houve um enorme deslocamento de pessoas em direção ao novo centro econômico do país. O Ciclo da Borracha atraiu grande quantidade de migrantes para região da Amazônia. Graças ao ciclo do café e, posteriormente, com o processo de industrialização, a região Sudeste se tornou o grande pólo de atração de migrantes, que saíam de sua região de origem em busca de empregos ou melhores salários.
Acentuou-se, então, o processo de êxodo rural (saida) migração do campo para a cidade, em larga escala. No meio rural, a miséria e a pobreza agravadas pela falta de infra-estrutura (educação, saúde etc.), pela concentração de terras nas mãos dos latifundiários e pela mecanização das atividades agrárias, fazem com que a grande população rural seja atraída pelas perspectivas de um emprego urbano, que melhore o seu padrão de vida. Além disso, o acesso a serviços e ao comércio nas áreas urbanas, tornou-se o principal fator de atração para as grandes cidades.
No entanto, o que ocorreu no Brasil entre os anos 1940 e 1990, foi que as cidades não apresentavam uma oferta de empregos compatível à procura, nem a economia urbana crescia na mesma velocidade em que a migração. Em conseqüência crescia o desemprego e o sub-emprego no setor de serviços, com aumento do número de trabalhadores informais, vendedores ambulantes e trabalhadores que vivem de fazer "bicos". Associado à falta de investimentos e ao reduzido planejamento do Estado na ampliação da infra-estrutura urbana, isto contribuiu para a formação de um cinturão marginal nas cidades, ou seja, o surgimento de novas favelas, palafitas e invasões urbanas.
Atualmente, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, já se registra maior saída de população das metrópoles em direção às cidades médias do interior do que em direção à estas metrópoles, embora estas continuem tendo crescimento populacional total positivo. A principal causa desse movimento é que estas metrópoles atualmente não apresentam taxas de crescimento econômico tão siginificativas, a infra-estrutura de transportes é geralmente problemática, acompanhando uma relativa precariedade no atendimento de praticamente todos os serviços públicos, com índices de desemprego e criminalidade mais elevados do que a média das demais cidades. Já as cidades do interior do país, além de estar passando por um período de crescimento econômico, oferecem melhor qualidade de vida à população.
As migrações internas têm sido alvo de análise, não apenas como resultantes de eventuais desequilíbrios econômicos, sociais ou demográficos, mas, principalmente, como elementos da organização espacial de uma sociedade. A migração pode ser definida como mobilidade espacial da população. Atualmente a maior parte das migrações não são mais inter-regionais, mas ocorrem dentro da mesma região. Além disso, alguns estados que tradicionamente apresentavam mais emigração tornaram-se regiões de imigração, como Pernambuco, Bahia, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.[1]
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Décadas de 60 a 80.
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Décadas de 80 a 90.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Dia do estudante
Origem
No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.
Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.
Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.
Oração do estudante
Senhor, eu sou estudante, e por sinal, inteligente.
Prova isto o fato de eu estar aqui, conversando com você.
Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar.
Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil.
A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, o meu jogo preferido, os meus passeios, e também alguns programas de TV .
Eu sei que preparo hoje o meu amanhã.
Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser bom estudante.
Dê-me coragem e entusiasmo para recomeçar a cada dia.
Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. Amém.
Nossa Homenagem aos Estudantes
No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.
Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.
Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.
Oração do estudante
Senhor, eu sou estudante, e por sinal, inteligente.
Prova isto o fato de eu estar aqui, conversando com você.
Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar.
Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil.
A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, o meu jogo preferido, os meus passeios, e também alguns programas de TV .
Eu sei que preparo hoje o meu amanhã.
Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser bom estudante.
Dê-me coragem e entusiasmo para recomeçar a cada dia.
Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. Amém.
Nossa Homenagem aos Estudantes
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
PEÇAS ANTIGAS MINI MUSEU
NAVALHA - SÉCULO XX
TINTEIRO - 1884
XICARA PORCELANA SCHIMDT - 1945
LEITEIRA PORCELANA STEATITA - 1956
FERRO DE PASSAR A BRASA - SÉCULO XVII
PESO PADRÃO - SÉCULO XII
MORINGA DE ALUMÍNIO - 1950
ROLO DE FILME - 1895
ANDREA MARCIA TURMA 315
TINTEIRO - 1884
XICARA PORCELANA SCHIMDT - 1945
LEITEIRA PORCELANA STEATITA - 1956
FERRO DE PASSAR A BRASA - SÉCULO XVII
PESO PADRÃO - SÉCULO XII
MORINGA DE ALUMÍNIO - 1950
ROLO DE FILME - 1895
ANDREA MARCIA TURMA 315
História da China
HISTÓRIA DA CHINA ANTIGA
A história da China está registrada em documentos que datam do século XVI a.C. em diante e que demonstram ser aquele país uma das civilizações mais antigas do mundo com existência contínua. Os estudiosos entendem que a civilização chinesa surgiu em cidades-Estado no vale do rio Amarelo. O ano 221 a.C. costuma ser referido como o momento em que a China foi unificada na forma de um grande reino ou império. As dinastias sucessivas desenvolveram sistemas de controle burocrático que permitiriam ao imperador chinês administrar o vasto território que viria a ser conhecido como a China.
A fundação do que hoje se chama a civilização chinesa é marcada pela imposição forçada de um sistema de escrita comum, pela dinastia Qin no século III a.C., e pelo desenvolvimento de uma ideologia estatal baseada no confucionismo, no século II a.C. Politicamente, a China, ao que parece, alternou períodos de unidade e fragmentação, sendo conquistada por vezes por potências externas, algumas das quais terminaram assimiladas pela população chinesa. Influências culturais e políticas de diversas partes da Ásia, levadas por ondas sucessivas de imigrantes, fundiram-se para criar a imagem da atual cultura chinesa.
Para a história da China após a Guerra Civil Chinesa, ver História da República Popular da China e História de Taiwan.
Pré-história
Na pré-história, a China foi habitada, possivelmente há mais de um milhão de anos, pelo Homo erectus, cujo espécime mais famoso é o Homem de Pequim, descoberto em 1923. Há indícios de atividade agrícola (milhete), datados por carbono de cerca de 6000 a.C. e associados à cultura Peiligang. A agricultura resultou em aumento populacional e na capacidade de estocar e redistribuir colheitas e de manter artesãos e administradores especializados. No final do Neolítico, o vale do rio Amarelo começou a tornar-se um centro cultural, com a fundação dos primeiros vilarejos.
Os "Registros Históricos", a primeira história abrangente da China, de autoria de Sima Qian, um renomado historiógrafo do século II a.C., relatam a existência dos chamados Cinco Imperadores. Aqueles soberanos foram sábios e exemplos morais semi-mitológicos e um deles, o Imperador Amarelo, é considerado o ancestral do povo chinês. Segundo Sima Qan, a hereditariedade do poder político foi estabelecida durante o período histórico seguinte, chamado de Dinastia Xia, modelo que foi perpetuado pelas Dinastias Shang e Zhou, já na era histórica. É durante este período das Três Dinastias que a China histórica começa a tomar forma.
O relato de Sima Qan - segundo o qual a Dinastia Xia teria sido fundada há 4000 anos - não foi até o momento corroborado pela arqueologia moderna, razão pela qual não se pode afirmar até o momento a existência daquela dinastia.
A China do presente
Ver artigo principal: História da República Popular da China
Com a proclamação da República Popular da China (RPC) em 1 de outubro de 1949, o país viu-se novamente dividido entre a RPC, no continente, e a República da China (RC), em Taiwan e outras ilhas. Cada uma das partes se considera o único governo legítimo da China e denuncia o outro como ilegítimo. Desde os anos 1990, a RC tem procurado obter maior reconhecimento internacional, enquanto que a RPC se opõe veementemente a qualquer envolvimento internacional e insiste na "Política de uma China".
Politicamente, o governo deixou de ser heterodoxamente comunista após a morte de Mao Zedong em 1976, apesar do Partido Comunista continuar no poder. Deng Xiaoping, mesmo não sendo o presidente de direito, foi de fato quem comandou a China durante a década de 1980. Em 1991 Jiang Zemin assumiu a presidência do país, governando até 2003, quando entregou o poder ao seu sucessor, Hu Jintao.[2]
Para a história da China após a Guerra Civil Chinesa, ver História da República Popular da China e História de Taiwan.
material professor Xiko
A história da China está registrada em documentos que datam do século XVI a.C. em diante e que demonstram ser aquele país uma das civilizações mais antigas do mundo com existência contínua. Os estudiosos entendem que a civilização chinesa surgiu em cidades-Estado no vale do rio Amarelo. O ano 221 a.C. costuma ser referido como o momento em que a China foi unificada na forma de um grande reino ou império. As dinastias sucessivas desenvolveram sistemas de controle burocrático que permitiriam ao imperador chinês administrar o vasto território que viria a ser conhecido como a China.
A fundação do que hoje se chama a civilização chinesa é marcada pela imposição forçada de um sistema de escrita comum, pela dinastia Qin no século III a.C., e pelo desenvolvimento de uma ideologia estatal baseada no confucionismo, no século II a.C. Politicamente, a China, ao que parece, alternou períodos de unidade e fragmentação, sendo conquistada por vezes por potências externas, algumas das quais terminaram assimiladas pela população chinesa. Influências culturais e políticas de diversas partes da Ásia, levadas por ondas sucessivas de imigrantes, fundiram-se para criar a imagem da atual cultura chinesa.
Para a história da China após a Guerra Civil Chinesa, ver História da República Popular da China e História de Taiwan.
Pré-história
Na pré-história, a China foi habitada, possivelmente há mais de um milhão de anos, pelo Homo erectus, cujo espécime mais famoso é o Homem de Pequim, descoberto em 1923. Há indícios de atividade agrícola (milhete), datados por carbono de cerca de 6000 a.C. e associados à cultura Peiligang. A agricultura resultou em aumento populacional e na capacidade de estocar e redistribuir colheitas e de manter artesãos e administradores especializados. No final do Neolítico, o vale do rio Amarelo começou a tornar-se um centro cultural, com a fundação dos primeiros vilarejos.
Os "Registros Históricos", a primeira história abrangente da China, de autoria de Sima Qian, um renomado historiógrafo do século II a.C., relatam a existência dos chamados Cinco Imperadores. Aqueles soberanos foram sábios e exemplos morais semi-mitológicos e um deles, o Imperador Amarelo, é considerado o ancestral do povo chinês. Segundo Sima Qan, a hereditariedade do poder político foi estabelecida durante o período histórico seguinte, chamado de Dinastia Xia, modelo que foi perpetuado pelas Dinastias Shang e Zhou, já na era histórica. É durante este período das Três Dinastias que a China histórica começa a tomar forma.
O relato de Sima Qan - segundo o qual a Dinastia Xia teria sido fundada há 4000 anos - não foi até o momento corroborado pela arqueologia moderna, razão pela qual não se pode afirmar até o momento a existência daquela dinastia.
A China do presente
Ver artigo principal: História da República Popular da China
Com a proclamação da República Popular da China (RPC) em 1 de outubro de 1949, o país viu-se novamente dividido entre a RPC, no continente, e a República da China (RC), em Taiwan e outras ilhas. Cada uma das partes se considera o único governo legítimo da China e denuncia o outro como ilegítimo. Desde os anos 1990, a RC tem procurado obter maior reconhecimento internacional, enquanto que a RPC se opõe veementemente a qualquer envolvimento internacional e insiste na "Política de uma China".
Politicamente, o governo deixou de ser heterodoxamente comunista após a morte de Mao Zedong em 1976, apesar do Partido Comunista continuar no poder. Deng Xiaoping, mesmo não sendo o presidente de direito, foi de fato quem comandou a China durante a década de 1980. Em 1991 Jiang Zemin assumiu a presidência do país, governando até 2003, quando entregou o poder ao seu sucessor, Hu Jintao.[2]
Para a história da China após a Guerra Civil Chinesa, ver História da República Popular da China e História de Taiwan.
material professor Xiko
HISTÓRIA DA ÍNDIA-PAÍS COM A SEGUNDA MAIOR POPULAÇÃO DO MUNDO
HISTÓRIA DA ÍNDIA – PAÍS COM A SEGUNDA MAIOR POPULAÇÃO
DO MUNDO
Mahavira e Siddhartha Gautama: os grandes líderes espirituais da Índia Antiga.
A trajetória da civilização indiana tem início em 3300 a.C., período em que se encontram vestígios de um dos mais antigos centros urbanos formados nas proximidades do Rio Indu. No século XVI a.C., o território indiano foi alvo da ocupação de uma série de tribos nômades provenientes da região do atual Irã, comumente conhecidas como árias. Entre outras regiões, os árias controlaram porções do território onde a civilização hindu fixou marcantes traços da cultura indiana.
Esse período de ocupação marcou o início do Período Védico, que vai de 1500 a.C. até 500 a.C.. As grandes fontes documentais que narraram a história indiana nessa época são um conjunto de hinos religiosos conhecidos como Vedas. Esses hinos, todos eles escritos em sânscrito, se dividem em quatro partes: “Atharva-Veda”, “Sama-Veda”, “Yajur-Veda”, e “Rig-Veda”.
Outra fonte de conhecimento histórica também é encontrada nos “Brahmanas Upanichades”, que relatam o momento em que a civilização indiana conquista a Planície Indo-Gangética. Além de fazer menção à formação e expansão indiana, esses documentos também são de grande proveito na compreensão das influências culturais que dá origem à sociedade hinduísta. É justamente quando observamos a organização da sociedade indiana em castas.
As castas organizaram a sociedade indiana durante vários séculos. Dentro desse modelo, a condição de um indivíduo é determinada pelo seu nascimento. Em cada uma das castas observamos o direito nato de exercer determinadas profissões definidoras do prestígio e da posição social. A casta superior é ocupada pelos brâmanes, líderes religiosos do povo indiano. Em contrapartida, a casta inferior é formada pelos párias, pessoas incumbidas de serviços considerados degradantes.
No século VI a.C., o Período Védico é marcado por intensas transformações nos campos religioso e intelectual. É nessa época que notamos a profunda transformação empreendida por dois grandes líderes religiosos: Siddhartha Gautama e Mahavira. Ambos pregavam uma prática religiosa marcada pelo ascetismo e a constante reflexão espiritual. Siddharta Gautama foi responsável pela criação do budismo e Mahavira o precursor do jainismo.
No século seguinte, os hindus (nome pelo qual a civilização indiana era designada) sofreram com a expansão do Império Persa. Sob a liderança dos reis Ciro I e Dario I, diversas regiões da atual Índia foram controladas pelos persas. No século IV a.C., os macedônicos – liderados por Alexandre, O Grande – venceram os persas na Batalha de Gaugamela e, dessa forma, passaram a controlar algumas regiões da Índia como o Porus e Taxila.
Com a divisão dos territórios alexandrinos, um novo império viria a se consolidar na Índia: o Império Mauria. Inicialmente liderados por Candragupta Mauria, os maurias expulsaram os gregos do território indiano exercendo controle sobre o território de Mágada. Nos governos de Bindusara (298 a 272 a.C) e Açoka (272 - 232 a.C), novas regiões vieram a ser anexadas pela política expansionista patrocinada por esses dois monarcas.
No breve período em que se consolidou na história indiana, o Império Mauria foi responsável por um considerável número de obras públicas que incentivaram a agricultura e o comércio. Diversas obras de irrigação possibilitaram o desenvolvimento de uma próspera economia agrícola rigidamente controlada pelo Estado. Prisioneiros de guerra e camponeses eram obrigados a explorar terras pertencentes ao Estado, e as atividades comerciais eram mantidas com os gregos, persas, malaios e mesopotâmicos.
A crise do Império Mauria possibilitou a invasão de outros povos. No século II a.C., o Reino de Bactria controlou a porção oriental do antigo Império Macedônico, sob a liderança de Demétrio II. Em 80 a.C., os sakas, povo oriundo da Ásia Central, realizaram a expulsão dos gregos do território indiano e controlaram a região do Punjab. Nesse período diversos reinos dividiram a Índia, os andhras, sungas, tâmiles, bharasivas e kushans.
Depois de um período de grande instabilidade política, a Índia viveu um novo processo de centralização política com a ascensão do Império Gupta, no século IV.
DO MUNDO
Mahavira e Siddhartha Gautama: os grandes líderes espirituais da Índia Antiga.
A trajetória da civilização indiana tem início em 3300 a.C., período em que se encontram vestígios de um dos mais antigos centros urbanos formados nas proximidades do Rio Indu. No século XVI a.C., o território indiano foi alvo da ocupação de uma série de tribos nômades provenientes da região do atual Irã, comumente conhecidas como árias. Entre outras regiões, os árias controlaram porções do território onde a civilização hindu fixou marcantes traços da cultura indiana.
Esse período de ocupação marcou o início do Período Védico, que vai de 1500 a.C. até 500 a.C.. As grandes fontes documentais que narraram a história indiana nessa época são um conjunto de hinos religiosos conhecidos como Vedas. Esses hinos, todos eles escritos em sânscrito, se dividem em quatro partes: “Atharva-Veda”, “Sama-Veda”, “Yajur-Veda”, e “Rig-Veda”.
Outra fonte de conhecimento histórica também é encontrada nos “Brahmanas Upanichades”, que relatam o momento em que a civilização indiana conquista a Planície Indo-Gangética. Além de fazer menção à formação e expansão indiana, esses documentos também são de grande proveito na compreensão das influências culturais que dá origem à sociedade hinduísta. É justamente quando observamos a organização da sociedade indiana em castas.
As castas organizaram a sociedade indiana durante vários séculos. Dentro desse modelo, a condição de um indivíduo é determinada pelo seu nascimento. Em cada uma das castas observamos o direito nato de exercer determinadas profissões definidoras do prestígio e da posição social. A casta superior é ocupada pelos brâmanes, líderes religiosos do povo indiano. Em contrapartida, a casta inferior é formada pelos párias, pessoas incumbidas de serviços considerados degradantes.
No século VI a.C., o Período Védico é marcado por intensas transformações nos campos religioso e intelectual. É nessa época que notamos a profunda transformação empreendida por dois grandes líderes religiosos: Siddhartha Gautama e Mahavira. Ambos pregavam uma prática religiosa marcada pelo ascetismo e a constante reflexão espiritual. Siddharta Gautama foi responsável pela criação do budismo e Mahavira o precursor do jainismo.
No século seguinte, os hindus (nome pelo qual a civilização indiana era designada) sofreram com a expansão do Império Persa. Sob a liderança dos reis Ciro I e Dario I, diversas regiões da atual Índia foram controladas pelos persas. No século IV a.C., os macedônicos – liderados por Alexandre, O Grande – venceram os persas na Batalha de Gaugamela e, dessa forma, passaram a controlar algumas regiões da Índia como o Porus e Taxila.
Com a divisão dos territórios alexandrinos, um novo império viria a se consolidar na Índia: o Império Mauria. Inicialmente liderados por Candragupta Mauria, os maurias expulsaram os gregos do território indiano exercendo controle sobre o território de Mágada. Nos governos de Bindusara (298 a 272 a.C) e Açoka (272 - 232 a.C), novas regiões vieram a ser anexadas pela política expansionista patrocinada por esses dois monarcas.
No breve período em que se consolidou na história indiana, o Império Mauria foi responsável por um considerável número de obras públicas que incentivaram a agricultura e o comércio. Diversas obras de irrigação possibilitaram o desenvolvimento de uma próspera economia agrícola rigidamente controlada pelo Estado. Prisioneiros de guerra e camponeses eram obrigados a explorar terras pertencentes ao Estado, e as atividades comerciais eram mantidas com os gregos, persas, malaios e mesopotâmicos.
A crise do Império Mauria possibilitou a invasão de outros povos. No século II a.C., o Reino de Bactria controlou a porção oriental do antigo Império Macedônico, sob a liderança de Demétrio II. Em 80 a.C., os sakas, povo oriundo da Ásia Central, realizaram a expulsão dos gregos do território indiano e controlaram a região do Punjab. Nesse período diversos reinos dividiram a Índia, os andhras, sungas, tâmiles, bharasivas e kushans.
Depois de um período de grande instabilidade política, a Índia viveu um novo processo de centralização política com a ascensão do Império Gupta, no século IV.
HISTÓRIA DA CHINA ANTIGA
HISTÓRIA DA CHINA ANTIGA
A história da China está registrada em documentos que datam do século XVI a.C. em diante e que demonstram ser aquele país uma das civilizações mais antigas do mundo com existência contínua. Os estudiosos entendem que a civilização chinesa surgiu em cidades-Estado no vale do rio Amarelo. O ano 221 a.C. costuma ser referido como o momento em que a China foi unificada na forma de um grande reino ou império. As dinastias sucessivas desenvolveram sistemas de controle burocrático que permitiriam ao imperador chinês administrar o vasto território que viria a ser conhecido como a China.
A fundação do que hoje se chama a civilização chinesa é marcada pela imposição forçada de um sistema de escrita comum, pela dinastia Qin no século III a.C., e pelo desenvolvimento de uma ideologia estatal baseada no confucionismo, no século II a.C. Politicamente, a China, ao que parece, alternou períodos de unidade e fragmentação, sendo conquistada por vezes por potências externas, algumas das quais terminaram assimiladas pela população chinesa. Influências culturais e políticas de diversas partes da Ásia, levadas por ondas sucessivas de imigrantes, fundiram-se para criar a imagem da atual cultura chinesa.
Para a história da China após a Guerra Civil Chinesa, ver História da República Popular da China e História de Taiwan.
Pré-história
Na pré-história, a China foi habitada, possivelmente há mais de um milhão de anos, pelo Homo erectus, cujo espécime mais famoso é o Homem de Pequim, descoberto em 1923. Há indícios de atividade agrícola (milhete), datados por carbono de cerca de 6000 a.C. e associados à cultura Peiligang. A agricultura resultou em aumento populacional e na capacidade de estocar e redistribuir colheitas e de manter artesãos e administradores especializados. No final do Neolítico, o vale do rio Amarelo começou a tornar-se um centro cultural, com a fundação dos primeiros vilarejos.
Os "Registros Históricos", a primeira história abrangente da China, de autoria de Sima Qian, um renomado historiógrafo do século II a.C., relatam a existência dos chamados Cinco Imperadores. Aqueles soberanos foram sábios e exemplos morais semi-mitológicos e um deles, o Imperador Amarelo, é considerado o ancestral do povo chinês. Segundo Sima Qan, a hereditariedade do poder político foi estabelecida durante o período histórico seguinte, chamado de Dinastia Xia, modelo que foi perpetuado pelas Dinastias Shang e Zhou, já na era histórica. É durante este período das Três Dinastias que a China histórica começa a tomar forma.
O relato de Sima Qan - segundo o qual a Dinastia Xia teria sido fundada há 4000 anos - não foi até o momento corroborado pela arqueologia moderna, razão pela qual não se pode afirmar até o momento a existência daquela dinastia.
A China do presente
Ver artigo principal: História da República Popular da China
Com a proclamação da República Popular da China (RPC) em 1 de outubro de 1949, o país viu-se novamente dividido entre a RPC, no continente, e a República da China (RC), em Taiwan e outras ilhas. Cada uma das partes se considera o único governo legítimo da China e denuncia o outro como ilegítimo. Desde os anos 1990, a RC tem procurado obter maior reconhecimento internacional, enquanto que a RPC se opõe veementemente a qualquer envolvimento internacional e insiste na "Política de uma China".
Politicamente, o governo deixou de ser heterodoxamente comunista após a morte de Mao Zedong em 1976, apesar do Partido Comunista continuar no poder. Deng Xiaoping, mesmo não sendo o presidente de direito, foi de fato quem comandou a China durante a década de 1980. Em 1991 Jiang Zemin assumiu a presidência do país, governando até 2003, quando entregou o poder ao seu sucessor, Hu Jintao.[2]
Para a história da China após a Guerra Civil Chinesa, ver História da República Popular da China e História de Taiwan.
A história da China está registrada em documentos que datam do século XVI a.C. em diante e que demonstram ser aquele país uma das civilizações mais antigas do mundo com existência contínua. Os estudiosos entendem que a civilização chinesa surgiu em cidades-Estado no vale do rio Amarelo. O ano 221 a.C. costuma ser referido como o momento em que a China foi unificada na forma de um grande reino ou império. As dinastias sucessivas desenvolveram sistemas de controle burocrático que permitiriam ao imperador chinês administrar o vasto território que viria a ser conhecido como a China.
A fundação do que hoje se chama a civilização chinesa é marcada pela imposição forçada de um sistema de escrita comum, pela dinastia Qin no século III a.C., e pelo desenvolvimento de uma ideologia estatal baseada no confucionismo, no século II a.C. Politicamente, a China, ao que parece, alternou períodos de unidade e fragmentação, sendo conquistada por vezes por potências externas, algumas das quais terminaram assimiladas pela população chinesa. Influências culturais e políticas de diversas partes da Ásia, levadas por ondas sucessivas de imigrantes, fundiram-se para criar a imagem da atual cultura chinesa.
Para a história da China após a Guerra Civil Chinesa, ver História da República Popular da China e História de Taiwan.
Pré-história
Na pré-história, a China foi habitada, possivelmente há mais de um milhão de anos, pelo Homo erectus, cujo espécime mais famoso é o Homem de Pequim, descoberto em 1923. Há indícios de atividade agrícola (milhete), datados por carbono de cerca de 6000 a.C. e associados à cultura Peiligang. A agricultura resultou em aumento populacional e na capacidade de estocar e redistribuir colheitas e de manter artesãos e administradores especializados. No final do Neolítico, o vale do rio Amarelo começou a tornar-se um centro cultural, com a fundação dos primeiros vilarejos.
Os "Registros Históricos", a primeira história abrangente da China, de autoria de Sima Qian, um renomado historiógrafo do século II a.C., relatam a existência dos chamados Cinco Imperadores. Aqueles soberanos foram sábios e exemplos morais semi-mitológicos e um deles, o Imperador Amarelo, é considerado o ancestral do povo chinês. Segundo Sima Qan, a hereditariedade do poder político foi estabelecida durante o período histórico seguinte, chamado de Dinastia Xia, modelo que foi perpetuado pelas Dinastias Shang e Zhou, já na era histórica. É durante este período das Três Dinastias que a China histórica começa a tomar forma.
O relato de Sima Qan - segundo o qual a Dinastia Xia teria sido fundada há 4000 anos - não foi até o momento corroborado pela arqueologia moderna, razão pela qual não se pode afirmar até o momento a existência daquela dinastia.
A China do presente
Ver artigo principal: História da República Popular da China
Com a proclamação da República Popular da China (RPC) em 1 de outubro de 1949, o país viu-se novamente dividido entre a RPC, no continente, e a República da China (RC), em Taiwan e outras ilhas. Cada uma das partes se considera o único governo legítimo da China e denuncia o outro como ilegítimo. Desde os anos 1990, a RC tem procurado obter maior reconhecimento internacional, enquanto que a RPC se opõe veementemente a qualquer envolvimento internacional e insiste na "Política de uma China".
Politicamente, o governo deixou de ser heterodoxamente comunista após a morte de Mao Zedong em 1976, apesar do Partido Comunista continuar no poder. Deng Xiaoping, mesmo não sendo o presidente de direito, foi de fato quem comandou a China durante a década de 1980. Em 1991 Jiang Zemin assumiu a presidência do país, governando até 2003, quando entregou o poder ao seu sucessor, Hu Jintao.[2]
Para a história da China após a Guerra Civil Chinesa, ver História da República Popular da China e História de Taiwan.
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